a participação deu entrada no passado dia 12 de janeiro, denunciando uma situação que os ctt consideram ser «um ilícito muito grave» e pelo qual pretendem responsabilizar também civilmente a empresa visada na queixa.
segundo a participação, a que o sol teve acesso, os ctt detectaram «na sua rede, um objecto postal que tinha aposto um selo falsificado».
tratava-se de um selo em tudo semelhante aos seus, inclusive com o mesmo tipo de letra, e com a imagem de um carro da marca alemã. mas que não tinha sido emitido pelos ctt – que têm competência exclusiva nesta matéria, uma vez que esta empresa pública é, por contrato com o estado, a única concessionária do serviço postal universal em território nacional, ou seja, da emissão e colocação em circulação dos selos postais.
depois de apreendido e analisado, os ctt descobriram que o dito selo com a imagem de um carro da mercedes tinha sido incluído numa brochura publicitária que a empresa distribuíra por altura do natal a alguns dos seus clientes.
acontece que, antes disso, a mercedes solicitara aos ctt – no âmbito do programa que esta empresa tem de produção de selos personalizados – um orçamento precisamente para a elaboração da referida brochura publicitária.