Vitória não irá travar sucessão de Jardim

Fechadas as urnas e contados os votos, há uma convicção generalizada de que a Madeira não será exactamente a mesma depois deste domingo.

a maioria absoluta é dada como certa para jardim mas as regras do jogo político vão sofrer ajustamentos por força das imposições financeiras externas.

o plano de austeridade da madeira que está a ser preparado pelo governo da república e deverá ficar pronto até à apresentação do orçamento do estado de 2012 apontam para uma mudança de paradigma na economia madeirense (ver quadro). jardim aguentará a sua aplicação?

no principal cenário pós-eleitoral, o de mais uma vitória laranja, naquele que terá sido o combate político mais difícil dos 36 anos de governação regional, levanta-se a questão de saber se o líder continua ou passa o testemunho a um dos delfins.

quem conhece bem jardim sabe que, por feitio, não desiste de uma boa demanda. além disso, oxigenado com a vitória deste domingo, sai com o poder reforçado e vai continuar a querer mandar na madeira. o modelo de desenvolvimento pode sofrer alterações mas haverá sempre forma de o ajustar à simpatia do eleitorado, bem ao gosto do presidente.

os cépticos levantam a questão de jardim ser obrigado, pela primeira vez, a gerir as contas com um duro plano de austeridade e, nesta matéria, o presidente já deu provas de que é mau aluno, razão pela qual poderá ter que ceder o lugar a delfins como manuel antónio ou joão cunha e silva, sendo que o primeiro continua a levar vantagem sobre o segundo no leque de simpatias internas.