Em declarações ao SOL, o candidato assume que «não esperava eleger o terceiro deputado». Uma «vitória do povo madeirense que está pisado, desempregado, com fome e que precisa de uma voz com força no Parlamento».
Após a dedicatória ao povo madeirense, José Manuel Coelho também dedica estes resultados eleitorais «aos amigos do PND». Sem rancores pela dissidência no passado recente, reconhece: «Fico contente que tanham conseguido manter um deputado e, se não fosse eles, não chegava até aqui».
Uma vez conquistada a simpatia do eleitorado da Madeira, o cabeça de lista do PTP admite também que os resultados do PSD foram «como que morrer na praia» porque estiveram a um passo de ver Jardim perder a maioria absoluta. Não fora o método de Hondt que beneficia os grandes partidos e Jardim teria perdido a maioria. Já o PS gastou mnuito dinheiro na campanha mas não soube demarcar-se das políticas de Sócrates.
Sobre aquele que será o estilo parlmentar do PTP, Coelho adverte o CDS-PP que «tem de se comportar bem» e acha mesmo que o partido de José Manuel Rodrigues deve ser um seu «aliado na defesa dos interesses do povo madeirense, caso contrário desaparecerá».
A linha do grupo paralmentar será mobilizar o povo contra o plano de resgate e as palavras de ordem serão: «Não pagamos aumentos nenhuns» e devolve a factura à banca e aos grandes empresários do regime jardinista. Ao estilo de Ghandi, Coelho anuncia que vai lançar «uma campanha de desobediência civil para que o povo não pague mais impostos».