DECO alerta para problemas de higiene em praias fluviais

A DECO defendeu hoje a necessidade de garantir a máxima segurança dos banhistas nas praias fluviais, lembrando os problemas de higiene detectados nas águas de 10 locais no Verão de 2013.

DECO alerta para problemas de higiene em praias fluviais

A associação de defesa do consumidor DECO alerta, em comunicado, para a importância de introduzir melhorias na forma como se processa a avaliação das águas balneares, recordando que, embora a legislação comunitária só obrigue à pesquisa de enterococos intestinais e de E.coli, a qualidade das águas balneares pode ser afectada "pela presença de salmonelas ou enterovírus, igualmente patogénicos para o ser humano".

"Para se monitorizar potenciais ameaças para a saúde pública, estes contaminantes deveriam estar incluídos nas análises oficiais", refere o comunicado.

A DECO considera ainda a actual legislação "controversa", por permitir que as águas fluviais sejam consideradas boas, mesmo quando apresentam uma concentração de contaminantes correspondente ao dobro do que é admissível nas praias costeiras. 

Para a associação de defesa do consumidor, os banhistas devem estar igualmente protegidos, qualquer que seja o tipo de água balnear que frequentem, estranhando que os níveis máximos de contaminantes microbiológicos permitidos na legislação comunitária "sejam ignorados por decisão de uma comissão técnica nacional".

Segundo a DECO, a decisão da comissão técnica nacional permite que a exposição aos contaminantes seja "bastante maior" nas amostras de água recolhidas pontualmente do que nas colheitas feitas ao abrigo do programa de avaliação da qualidade das águas balneares. 

Em 2014, a lista oficial foi publicada em meados de Maio, dias após o início da época balnear nalgumas praias, o que para a DECO é "inaceitável", já que, por lei, deveria ser publicada até 1 de Março de cada ano.

A DECO alerta ainda para o problema da ausência de nadador-salvador, cuja presença durante a época balnear apenas é obrigatória nas praias concessionadas, ou seja, naquelas em que a exploração de equipamentos e instalações seja feita por uma entidade privada.

Nas restantes, mesmo que muito frequentadas por banhistas, não é obrigatória a existência de meios de salvamento, e como tal, a DECO defende a contratação de nadadores-salvadores pelas autarquias, deixando de estar dependentes dos concessionários.

Lusa/SOL