Os helicópteros de resgate têm vindo a enfrentar fortes ventos e ondulação, para além do espesso fumo que vem do incêndio que há 24 horas se desencadeou junto aos carros estacionados num ferry que fazia a travessia entre o Porto grego de Patras e Ancona, na Itália.
Exaustos e gelados, 49 passageiros chegaram esta manhã ao porto italiano de Bari. Segundo a BBC ainda estarão 110 pessoas a bordo, apesar de fontes consultadas pela Associated Press referirem que estes são menos de 100 – estarão 87 dos iniciais 478 passageiros a bordo. Os helicópteros têm trabalhado noite e dia, transportando resgatados do barco para navios de mercadorias que os levam para terra.
Um homem grego morreu enquanto tentava fugir e, segundo o porta-voz da guarda costeira grega, quatro outros passageiros foram hoje encontrados mortos.
Um condutor de camiões grego contou à AP que o resgate estava a ser feito entre "o caos e o pânico", com as pessoas a atropelarem-se para chegar aos helicópteros e que não tinha tocado nenhum alarme de fogo, nem houve auxílio por parte da tripulação. Os passageiros foram alertados uns pelos outros à medida que o fogo chegava aos seus camarotes.
O primeiro-ministro Matteo Renzi espera que o resgate esteja terminado "dentro de horas", tendo dito ainda que deverá haver uma discrepância entre o número de passageiros oficial e o real, já que se pensa haver migrantes ilegais a bordo.
Quem ainda está a no ferry ficou colocado em zonas consideradas mais protegidas e seguras do barco, abrigados por cobertores térmicos.
*com AP e Lusa