Ainda há 19 colégios do ensino artístico e profissional sem verba do MEC

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) já recebeu luz verde do Tribunal de Contas (TC) para pagar às 34 escolas do ensino artístico especializado e profissional que ainda estão sem receber qualquer financiamento do Estado este ano lectivo. Depois deste avanço na aprovação dos contratos, ficam por resolver 19 casos, que ainda estão a…

Em declarações à Lusa, fonte do TdC diz ter recebido do ministério a documentação relativa a outros seis processos que estão, por isso, agora em análise novamente. Em relação aos restantes 13 processos devolvidos por falta de documentos, o TdC revela que ainda não chegou qualquer informação por parte dos serviços do MEC.

O Tribunal esclareceu ainda que os 34 processos que foram visados ontem estiveram no tribunal 16 dias úteis. Um período que é contabilizado desde o dia em que os processos entram pela primeira vez, mas cuja contagem é suspensa sempre que são devolvidos. Este esclarecimento do tribunal vem na sequência das declarações dadas pelo Governo para justificar o atraso neste processo. O Ministério começou por dizer que o aval aos contratos se devia à sua apreciação por parte dos juízes, mas depois veio a saber-se que os serviços do ministério só enviaram os contratos para avaliação no final de Dezembro e que muitos seguiram com informação incompleta, o que obrigou à sua devolução. Apenas dois contratos seguiram para o TC em Outubro.

O visto prévio é legalmente obrigatório para contratos do Estado que envolvam valores iguais ou superiores a 350 mil euros

Em causa estavam 18 colégios de ensino especial, 32 do ensino profissional e 15 do ensino artístico especializado, num montante de financiamento que chegava aos nove milhões de euros. Os primeiros a ver a sua situação resolvida foram os colégios do ensino especial. O financiamento dos restantes tem sido resolvido gradualmente.

Contudo, muitas escolas estão já numa situação insustentável e já há colégios, como a Academia de Música de Almada, que suspenderam as aulas às muitas dezenas de alunos que frequentavam o estabelecimento na sequência do acordo com o MEC. Em muitas outras, há centenas de professores com salários em atraso e muitos milhares de euros em dívidas a fornecedores e entidades bancárias.

rita.carvalho@sol.pt