Os trabalhadores da empresa cumprem hoje o segundo dia de uma greve parcial, exigindo uma revisão da massa salarial.
"As ligações fluviais voltaram a parar de acordo com o previsto, tal como aconteceu no período da manhã. Cerca das 20:00 começou apenas uma carreira a funcionar, sendo esperado o regresso à normalidade pelas 21:45", disse à Lusa Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e Marinha Mercante, afeto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS).
A Soflusa confirmou que uma embarcação começou a funcionar às 20:00 e anunciou que a adesão à greve foi de 54 por cento.
"Foi registado um nível de adesão à greve de 54%. Este valor resulta de uma taxa de adesão de 59% no total do período noite/manhã e de uma taxa de 50% no período da tarde", disse fonte oficial da empresa.
O sindicalista Carlos Costa afirmou que a adesão à greve, na parte operacional, foi na ordem dos 90% e anunciou que as ligações devem voltar a parar nos dias 21, 22 e 23 de setembro, três horas por turno.
"Existe um pré-aviso de greve para os dias 21, 22 e 23 setembro, nos mesmos moldes que a que decorreu nestes dois dias. Se empresa demonstrar disponibilidade para negociar, é possível desconvocar greve e entrar em negociações", frisou.
A Soflusa, integrada na Transportes de Lisboa, juntamente com o Metro, Carris e Transtejo, tem cerca de 170 trabalhadores.
Lusa/SOL