Portas que se abrem com impressão digital? Check. E ténis que se apertam sozinhos?

Hoje, 21 de outubro de 2015, é o dia em que Marty McFly e Doc Brown chegam ao futuro. Um dia em que segundo o filme ‘Regresso ao Futuro II’ ( ‘Back to the Future II’ ) teríamos carros voadores, skates sem rodas a flutuar ou ‘hidratadores’ de comida.

Mas também ténis com atacadores que se atam sozinhos, Pepsi em garrafas com desenho futurista, ecrãs de tv que se enrolam, portas que se se abrem com impressões digitais, televisões comandada por voz, videochamadas, óculos inteligentes, filmes 3D ou veículos movidos a lixo.

Ou modas como as gravatas duplas ou calças de ganga usadas viradas do avesso.

Vista agora, a imagem que o filme dá de 2015 pouco tem a ver com a realidade. Mas a verdade é que, com aspeto diferente do ecrã, as videochamadas, as portas que se abrem com impressão digital, os telemóveis (e não televisões) com funções que podem ser comandadas por voz, os óculos inteligentes (os da Google, por exemplo) ou a massificação dos filmes 3D são uma realidade.

Há objetos que se tornaram míticos e alvo de inúmeras tentativas para serem realidade. Os skates que voam, por exemplo. Os esforços mais marcantes são o projeto da Hendo ou o da marca de carros de luxo Lexus.

Mas estão longe da comercialização em massa e só funcionam em cima de superfícies específicas, já que o seu mecanismo depende de magnetos. E, na verdade, não têm nada a ver com o poderoso skate de Marty McFly.

Hidratadores de comida? Existem. Mas longe da imagem de uma minipiza que em segundos se transforma numa piza normal, de aspeto apetitoso. O que se popularizou, aliás, foram os desidratadores.

Já os carros voadores permanecem na ficção, tal como o tipo de roupas que marca a estética do filme.

Hoje, celebrou-se a efeméride de inúmeras formas. E mostrou-se que, afinal, ainda existem mais outros objetos que marcaram ‘Regresso ao Futuro II’. A Toyota lançou um filme em que promove – com a ajuda de Michael J. Fox (Marty McFly) e Cristopher Loyd (Doc. Brown) – um carro que anda a hidrogénio produzido pela combustão de lixo, o Mirai. É o primeiro deste género a ser produzido em série e está à venda na Europa desde setembro.

A Pepsi lançou uma edição limitada da sua Pepsi Perfect, o modelo de ‘Regresso ao Futuro’. Esgotou em horas.

Para Michael J. Fox, mais significativa é a iniciativa da Nike e da Casa Branca. No dia que em todo o mundo foi chamado ‘Dia do Regresso ao Futuro’, o ator recebeu ajuda para promover a sua fundação que luta contra a incapacitante doença neurológica que o aflige há anos: a doença de Parkinson.

Num email enviado através da Casa Branca – que hoje está a promover um conjunto de conversas online com inovadores e cientistas norte-americanos – Fox recorda os grandes avanços na neurociência e pergunta: “O que será possível daqui a 30 anos? Chamem-me otimista, mas acredito que em 2045 encontraremos as curas que buscamos”.

E a Nike lançou uma reedição da edição limitada das suas Nike Air Mag. Uma réplica das botas que Marty usa no filme e que já foram lançadas com o mesmo propósito em 2011. O objetivo é angariar fundos para a Fundação Michael J. Fox. Há quatro anos foram 10 milhões – agora, a vontade é ultrapassar esta fasquia, escreve um dos mais famosos desenhadores da marca, Tinker Hatfield, em carta enviada ao ator.

Serão lançadas na primavera de 2016 e a grande dúvida é se desta vez se atarão mesmo sozinhos. Se estiver interessado em ajudar, fique atento a esta página .

teresa.oliveira@sol.pt