Detetada nova variante do SARS-CoV-2 em Nova Iorque

Variante tem uma mutação também encontrada nas variantes de África do Sul, Brasil e Reino Unido.

Foi detetada uma nova variante do SARS-CoV-2 na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos.

Segundo o New York Times, esta nova variante, identificada como B.1.526, foi detetada originalmente em amostras recolhidas naquela cidade no mês de novembro. Contudo, em fevereiro, estava presente em cerca de uma em cada quatro amostras sequenciadas. 

De acordo com dois estudos, desenvolvidos pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia e pela Universidade de Columbia, esta nova variante, que se está a espalhar rapidamente por Nova Iorque, é uma mutação preocupante que poderá afetar a eficácia das vacinas desenvolvidas contra a covid-19. As investigações, que chegaram à mesma conclusão, não foram ainda revistas ou publicadas por uma revista científica.

Os cientistas dizem que foram encontradas duas versões desta variante – uma que tem uma mutação também encontrada nas variantes de África do Sul, Brasil e Reino Unido, e outra que deve afetar a forma como o vírus se liga às células humanas, podendo ser "pelo menos 40% mais eficaz a infetar células humanas".

A investigação liderada pela Universidade de Columbia sequenciou 1.142 amostras de pacientes e concluiu que 12% das pessoas que tinham sido infetadas por esta variante apresentavam maior probabilidade de serem hospitalizadas.

Uma variante que está a “crescer, de forma alarmante", alertam.