Alexandra Leitão sobre ex-secretária de Estado do Turismo: “É limpinho, viola a lei assim limpinho”

Sobre as restantes polémicas, deputada socialista elogia ministra Ana Catarina Mendes por ter assumido que houve erros nas nomeações.

Alexandra Leitão sobre ex-secretária de Estado do Turismo: “É limpinho, viola a lei assim limpinho”

A deputada do PS Alexandra Leitão considera que a ex-secretária de Estado do Turismo Rita Marques está a “violar frontalmente a lei” ao aceitar assumir funções numa empresa privada, sobre a qual tomou decisões enquanto governante.

"A antiga secretária de Estado do Turismo decidiu violar frontalmente a lei indo para uma empresa de um setor que tutelou até sair do Governo. É limpinho, viola a lei assim limpinho. O Governo não tem culpa nenhuma. As pessoas depois de saírem do Governo fazem o que entendem. E eu gostaria que entendessem cumprir a lei, sempre era um bom princípio", afirmou Alexandra Leitão no programa da CNN e da TSF ‘Princípio da Incerteza’.

"Vindas de onde vierem as pessoas, do privado, da academia, do aparelho [partidário], há uma coisa que uns têm e outros não: Noção de serviço público. Podem vir de qualquer lado e terem, e podem vir de qualquer lado e não terem. Portanto, o que aparentemente tem acontecido é que muitas vezes têm sido escolhidas pessoas que, aparentemente, não têm essa noção", acrescentou, não se referindo especificamente às outras polémicas recentes com titulares de cargos governativos.

Sobre a atuação do Governo, Alexandra Leitão destacou a Ana Catarina Mendes e a sua intervenção no debate de urgência no Parlamento, pedido pelo PSD, na passada quarta-feira, no qual a ministra esteve em representação de António Costa que esteve ausente da sessão.

"A Ana Catarina Mendes esteve no Parlamento sozinha no debate de urgência, representou condignamente o Governo, numa situação que não era fácil – e acho que esteve bem", disse. E acrescentou: “Até agora, acho que é a única pessoa do Governo que assumiu que houve erros, o que também sublinho, naturalmente, além dos que se demitiram, designadamente o Pedro Nuno [Santos], que, afinal, ao demitir-se também está de certa forma a assumir da forma mais dura que houve erros".