Índia e Paquistão em nova troca de tiros em Caxemira

O Paquistão admitiu estar a antecipar um ataque indiano para breve

A Índia e o Paquistão voltaram esta quinta-feira a trocar tiros em Caxemira, um território disputado que tem estado sob tensão desde um atentado mortal em abril. Isto apesar de os EUA terem apelado ao desanuviamento. Nova Deli considera Islamabade responsável pelo ataque de 22 de abril, que matou 26 civis e que nunca foi reivindicado.

Após uma série de sanções diplomáticas, acordos não cumpridos e vistos anulados, os dois países começaram a trocar breves disparos noturnos na Linha de Controlo (LoC), a fronteira ‘de facto’ em Caxemira.

Segundo o exército indiano, pela sétima noite consecutiva, os soldados paquistaneses, por vezes apenas a algumas dezenas de metros de distância em certos pontos da linha de 770 quilómetros abriram fogo.

Islamabade anunciou que tinha abatido dois pequenos ‘drones’ de vigilância indianos que tinham entrado no seu espaço aéreo em Caxemira no espaço de 24 horas.

Num sinal de tensão crescente, a Índia anunciou na quarta-feira à noite que ia fechar o espaço aéreo aos aviões paquistaneses, em resposta a uma decisão semelhante tomada pelo Paquistão em 24 de abril.

Embora o Paquistão negue qualquer envolvimento, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, autorizou uma resposta militar, o que suscita receios de um agravamento da situação.

O Paquistão admitiu estar a antecipar um ataque indiano para breve.

O chefe da diplomacia norte-americana apelou à calma das duas potências nucleares, que travaram várias guerras desde a divisão em 1947. Marco Rubio “encorajou a Índia a trabalhar com o Paquistão para reduzir as tensões e manter a paz e a segurança no sul da Ásia”, segundo a porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce.