Em Banho Maria

A única forma de alertar e mudar esta actual ditadura partidária (muito longe de ser a democracia apregoada) seria, por exemplo, o boletim de voto incluir um quadrado com a opção “voto em branco” que, caso tivesse mais de 50% dos votos efectivos, obrigaria a uma renovação das opções apresentadas.

Já estamos a 15 de Maio. O ano passa a correr. 

Temos novo Papa – Leão XIV – em honra de Leão XIII, o criador da doutrina social da igreja, um pilar da vida do empresário bom; mas também de Leão I, “O Grande”, inspirador e conciliador da igreja (quer em termos endógenos como exógenos).

Tenho a certeza de que Francisco estará feliz do legado de reformador humano que os seus escolhidos nos garantem.

Por outro lado, as negociações em guerra tornam-se cada vez mais intensas. Na certeza de que a solução será sempre a que o “urso” quiser, mas com muita pena da fraquíssima relevância e posição da União Europeia no actual xadrez geopolítico.

Finalmente, teremos um fim de semana intenso, em jeito da política de “pão e circo” romana de meados de 27 A.C., com futebol, eurovisão e eleições legislativas (escusadas).

Num mundo em guerra, em mudança contínua e em transformação, o “Luís”, ao jeito do líder espanhol que esfola Espanha, monta esta romaria que apenas resolverá as suas acções e actuações pessoais e éticas. No fundo, em nada favorecerá o País.

Para quê? Porquê? E a que propósito?

Espero, genuinamente, que Portugal consiga desenvencilhar-se do “nó cego” em que a incapacidade política de gerar o bem maior nos tem criado e que, depois deste fim de semana, saibamos reconhecer e perceber que liderar e gerir os destinos de um País não se faz nem deve fazer com o basismo binário do “Sporting e/ou Benfica”.

Independentemente dos resultados deste fim de semana, uma coisa tenho como certa, Portugal precisa de escolas gerais para a renovação da gente política, para a transformação da sociedade actual e para a reformulação e garantia da estratégica nacional urgente, para que possamos ousar a ter o futuro que merecemos.

A única forma de alertar e mudar esta actual ditadura partidária (muito longe de ser a democracia apregoada) seria, por exemplo, o boletim de voto incluir um quadrado com a opção “voto em branco” que, caso tivesse mais de 50% dos votos efectivos, obrigaria a uma renovação das opções apresentadas.

O voto em branco, votado e não eliminado como hoje acontece, é a fórmula correcta de se renovar e restaurar a democracia.

Mas alguma vez os próprios tomarão decisões que possam afectar os interesses dos próprios!? Infelizmente, é óbvio que não.

Por isso, infelizmente, “tudo terá de mudar para ficar na mesma”, porque “com as mesmas premissas não almejaremos resultados diferentes”.

O futuro, agora, está focado no Leão!