Em 2026 dê valor, puxe para cima

Ter atenção aos que nos são mais próximos e transmitir confiança a quem nos quer bem. Desígnios para o próximo ano

Quando estamos bem a nossa energia flui de forma natural para os outros. E, quando estamos leves, a nossa rentabilidade intelectual e emocional dispara, permitindo-nos apresentar a melhor versão de nós. Quando não estamos parece que tudo atrapalha e joga contra. Queremos fazer e não conseguimos, sentimo-nos cansados e lentos. É o nosso estado psicológico que nos conduz e que se reflete de forma brutal no dia a dia. Mesmo perante as dificuldades e adversidades a nossa capacidade de reação altera-se e nos momentos bons apresentamos uma disponibilidade para os receber e usufruir bem diferente. É por isso que devemos procurar registos e pessoas que nos trazem para a tranquilidade, que nos facilitam o percurso e nos puxam para o lado mais positivo e otimista da vida. 

Com a evolução e democratização da inteligência artificial vamos ficando mais dependentes e próximos das máquinas e a consequência natural será afastarmo-nos paulatinamente dos mais próximos. Se nós deixarmos, está claro. É por isso fundamental não nos deixamos engolir pela solidão e altura para trazermos o lado mais humano para a linha da frente. Como é que isso se faz? Talvez numa sucessão encadeada de atitudes que mais cedo ou mais tarde nos trazem retorno. Sermos melhores para aqueles de quem gostamos mais. Darmos valor ao que fazem por nós e valorizarmos o que fazem por eles também e que nos deve encher de orgulho ao ponto de o demonstrarmos a cada instante. Se nós o fizermos estaremos a construir pessoas mais fortes e confiantes à nossa volta que nos trarão (se valerem realmente a pena) confiança e força de volta.

Se o nosso estado de espírito se reflete em tudo ou quase tudo o que fazemos, estarmos bem e fazermos bem a quem nos rodeia é parte indissociável do caminho para a felicidade. Pelo menos para irmos colecionando pequenos momentos perfeitos a cada passo que damos. Às vezes a diferença entre o sucesso ou o insucesso, de um dia bom ou menos bom está à distância de uma palavra dita no momento certo, sem necessidade de lamechices ou culambismos como diria Miguel Esteves Cardoso. Temos a mania da facilidade no tempo da critica mas demoramos sempre mais a elogiar. Inconscientemente, de forma inoportuna e decisiva puxamos para baixo quando custava tão pouco puxarmos para cima. E nem imaginamos de como só isso faria toda a diferença. Esse é o mote e o desejo que deixo para o próximo ano que está aí à porta. Que estejamos mais atentos aos que gostam de nós, mas que os saibamos valorizar dando-lhes força e ajudando a construir a sua confiança também. Porque esta é condição decisiva para a nossa saúde mental e para o nosso sucesso. Dar e receber.

Mas os meus desejos não ficam por aqui. Apostem na cultura, vão a teatros, cinemas e concertos, façam desporto sempre que possível e se tiverem oportunidade viagem. Não há nada mais enriquecedor do que conhecer “novos mundos” e outras gentes. Socializem, dediquem tempo aos que vos são mais importantes e nunca, mas mesmo nunca, se esqueçam de vocês próprios. A vida passa a correr e não é pecado nenhum aproveitá-la no tempo certo. Não deixem para depois. É importante sermos dedicados e empenhados na nossa profissão mas procurem um equilíbrio entre o profissional e o pessoal. Divirtam-se. Vão ver que vale a pena! Um 2026 em cheio e com muita saúde – sejam felizes!

A descobrir:

Num tempo de novo ano o que há de melhor para descobrir que Portugal? Passamos aqui uma vida inteira e, quando damos conta, não conhecemos quase nada do que é nosso. De Valença a Faro, de Almeida a Óbidos, de Angra à Ponta do Sol. Do restaurante “O Carvalho” em Chaves, à “Tia Alice” em Fátima, do “Casal da Penha” no Funchal à “Mercearia Gadanha” em Estremoz. Como dizia um slogan muito feliz do Turismo, “vá para fora cá dentro”.

Uma música para dançar no fim de semana:

For the soul (Original mix) – Tini Gessler