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Portugal e Senegal disponíveis para ajudar Guiné-Bissau a consolidar a democracia

Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e do Senegal manifestaram hoje disponibilidade para ajudar o novo Governo e o novo Presidente da Guiné-Bissau a consolidarem a democracia restabelecida no país, dois anos após o golpe de Estado.

Portugal e Senegal disponíveis para ajudar Guiné-Bissau a consolidar a democracia

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, recebeu o seu homólogo do Senegal, Mankeur Ndiaye, que pela primeira vez visita Portugal, para abordar questões bilaterais nas áreas da economia, da segurança interna, do ensino e da cultura, entre outras.

Numa conferência de imprensa conjunta, o ministro Rui Machete reconheceu que o Senegal tem desempenhado um papel de liderança na África Ocidental e é “um dos mais importantes países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO)”.

“Por isso mesmo, consideramos que o Senegal pode ajudar muito, designadamente a Guiné-Bissau nesta nova fase que se vai iniciar em breve, agora que se realizaram eleições”, acrescentou Machete.

O governante português destacou que também Portugal está disponível para consolidar reformas na Guiné-Bissau, no âmbito da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), mas também da União Europeia, considerando que “tudo deve passar-se de uma maneira que permita ao Governo [guineense] estabelecer um regime estável de paz”.

“Pensamos, aliás, que a CEDEAO e a CPLP devem estreitar as suas relações, visto que podem dar uma contribuição decisiva, não apenas no aspeto da Guiné-Bissau, mas no estabelecimento de uma situação de maior estabilidade na região, que (…) é vizinha do Sahel, onde há problemas sérios, e está justamente na fronteira do Golfo da Guiné, onde há problemas sérios de combate à pirataria, de combate ao tráfico ilegal de droga e também de combate às ligações que esses dois tráficos têm com o terrorismo”, acrescentou.

Mankeur Ndiaye lembrou que tanto Portugal como o Senegal têm contribuído “para a pacificação da situação na Guiné-Bissau e o retorno à ordem” e estão “comprometidos em acompanhar” os novos dirigentes no processo de estabilidade.

“E, sobretudo, na realização de reformas importantes, reformas dos setores da defesa e da segurança e, igualmente, na mobilização da parte técnica e financeira para permitir ao novo regime trabalhar e assegurar o desenvolvimento económico e social deste país”, acrescentou.

O novo presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, foi eleito em maio e deverá tomar posse a 23 de junho.

A 13 de abril, os eleitores deram a maioria absoluta ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), liderado por Domingos Simões Pereira, depois de um golpe de Estado militar em abril de 2012.

Lusa / SOL

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