Internacional

Arroz produzido em Fukushima vai voltar a ser exportado

O Japão vai retomar, esta semana, a venda a Singapura de arroz produzido na região de Fukushima, naquela que será a primeira exportação daquele cereal cultivado na zona desde o desastre nuclear, informa hoje a televisão NHK.


O Japão viu-se obrigado a suspender as suas exportações de arroz procedente de Fukushima depois do sismo seguido de tsunami de Março de 2011, que danificou a central nuclear da zona, devido à preocupação dos países importadores relativamente à possibilidade de os cereais estarem contaminados por substâncias radioactivas.

O receio levou ao cancelamento das vendas ao exterior -- as quais era superiores a 100 toneladas anuais e tinham como principais destinos os territórios vizinhos de Hong Kong, Taiwan e Singapura.

Apesar disso, o Governo japonês decidiu autorizar a distribuição de arroz e de outros produtos da região de Fukushima no mercado nacional desde que submetidos a estritos controlos de segurança.

A Federação de Cooperativas Agrícolas conseguiu agora convencer as autoridades de Singapura sobre a segurança do arroz da região e está a negociar com outros países a possibilidade de retomarem as importações de arroz, segundo a cadeia estatal japonesa.

A primeira carga de arroz de Fukushima com destino a Singapura, com cerca de 300 quilos, será "rigorosamente analisada" para garantir que não está contaminada com materiais radioactivos, segundo indicaram fontes do mesmo organismo à NHK.

Os agricultores da prefeitura japonesa, que já retomaram exportações de outros produtos, como pêssegos e maçãs, estão confiantes de que vão poder alargar as suas vendas de arroz a "mais países asiáticos" em breve, segundo as mesmas fontes.

O acidente na central nuclear de Fukushima, na sequência do sismo e do tsunami de 11 de Março de 2011, libertou quantidades enormes de substâncias radioactivas, que forçou centenas de milhares de residentes a abandonarem a zona, figura como o pior acidente nuclear desde Chernobil, na Ucrânia, em 1986.

As emissões e derrames resultantes afectaram gravemente a agricultura, gado e pesca local.

Lusa/SOL