Economia

Portugueses continuam a preferir comprar casa

A procura e a oferta do mercado imobiliário ainda mantêm as características das décadas passadas. Os portugueses procuram casas usadas e preferem a compra. Já o arrendamento tem vindo a descer nas preferências das famílias e os apartamentos continuam também a ser os mais desejados.


Do lado da oferta, as tendências são semelhantes: mais apartamentos usados. De acordo com o Market Outlook de Agosto de 2014, do Gabinete de Estudos da APEMIP - Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, as casas usadas para venda representam 58,71% da oferta do mercado imobiliário, enquanto as novas apenas atingem 27,55% do total. As que estão em construção são apenas 4,98%.

Quanto a valores de venda, vão dos 45 mil euros por um T1 aos 130 mil por um T5, relativamente aos valores mínimos. Nos máximos, vão de 180 mil euros por um T1 a 1,3 milhões por um T5.

Foram os apartamentos com valores entre os 75 mil e os 125 mil euros que mais foram comercializados (37,81%), seguidos dos que apresentaram valores entre os 125 mil e os 175 mil euros (22,61%).

Relativamente aos valores médios praticados na oferta de apartamentos para arrendamento, oscilaram entre 230 euros (valor mínimo) e os 800 euros (valores máximos) para o T1. Para os T3, entre os 300 os 1.700 euros.

As casas que apresentaram valores entre os 300 e os 500 euros foram as que mais se arrendaram, com 44,14% do mercado de arrendamento.

Quanto à procura, como já foi referido, a compra de apartamentos dominou, representando 55,95% das pesquisas no portal da CasaYes. Já o arrendamento tem vindo a cair nos últimos meses deste ano: em Janeiro representava 42,85% da procura e em Junho era de 37,82%.

Quanto a valores para venda, os mais procurados foram os apartamentos entre os 75 mil e os 125 mil euros, representando 30,63% das pesquisas. No arrendamento, a preferência foi para casas com valores entre 300 e 500 euros (37,66%). Números que mostram que o mercado imobiliário continua a mexer.

Fonte: Gabinete de Estudos da APEMIP

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