Sociedade

Fenprof diz que faltam mais de mil professores do ensino especial

As contas foram feitas pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) através de uma recolha exaustiva de informação junto das escolas. No ano passado, foram contratados 2097 professores do ensino especial para estarem nas escolas. Este ano, até à semana passada, havia apenas 875, o que implica que mais de 15 mil alunos com necessidades educativas especiais estejam sem acompanhamento.

Uma falha grave, denunciou ao SOL o secretário-geral da Fenprof, que sublinha as dificuldades de aprendizagem destes alunos. Mário Nogueira diz ainda que este levantamento “é a prova de que os números que o Ministério da Educação apresenta (sobre falta de professores nas escolas) não são verdadeiros”.

O sindicalista afirmou ao SOL que, à semelhança de anos anteriores, a situação do ensino especial continua muito complicada. Os números do ano passado foram divulgados pelo Conselho Nacional de Educação e os das colocações deste ano decorrem de um levantamento feito pela organização sindical. “Admitindo que este ano o número de alunos se mantém, esta comparação significa que agora há menos cerca de mil professores nas escolas”.

A reforma do ensino especial esteve em debate há uns meses, depois de um grupo de trabalho ter analisado o sector e ter sugerido ao Governo várias alterações. Entre as propostas estava a redução do ensino especial apenas às crianças com dificuldades de aprendizagem e a revisão da atribuição do subsídio de educação especial. Contudo, ainda não houve qualquer alteração legislativa após esta proposta elaborada pelos peritos.

rita.carvalho@sol.pt