Economia

Zeinal Bava: “Nunca fiz nada contra o interesse da PT”

O antigo presidente da PT Zeinal Bava rejeitou hoje que tivesse tido qualquer decisão de gestão que tivesse penalizado a operadora, no que respeita a aplicações financeiras. Bava está a ser ouvido na comissão do BES e foi confrontado com a exposição ao BES e ao Grupo Espírito Santo, onde a PT aplicou 900 milhões de euros que nunca foram pagos. “A nossa equipa da área financeira nunca fez nada que fosse contra o melhor interesse da sociedade”, garantiu.

O gestor explicou que, quando saiu da PT para a Oi, a exposição da operadora  Grupo Espírito Santo representava entre 20% e 30% das aplicações financeiras. “Até ao dia em que saí da PT, nunca tive um único reparo de um órgão de supervisão”, disse, referindo-se a auditorias internas, comissão de autoria e auditores externos que regularmente avaliavam a gestão de tesouraria da PT.

Sobre o facto de a empresa ter verbas elevadas em tesouraria, Bava Explicou que, sendo Portugal um país da dimensão pequena e a PT uma empresa média, com forte exposição a mercados em desenvolvimento, essa almofada servia para enfrentar períodos de crise financeira internacional, como no período pós-Lehman Brothers, para que a empresa conseguisse garantir aos mercados que estava bem financiada.

joao.madeira@sol.pt