Sociedade

Fenprof acusa Ministério da Educação de vincular professores sem estabilidade

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) acusou ontem o Ministério da Educação e da Ciência (MEC) de pretender vincular professores em "áreas pedagógicas enormes, longe de uma situação de efectiva estabilidade".


Na sexta-feira, o MEC anunciou, numa nota de imprensa, que irá vincular 1.453 professores aos Quadros de Zona Pedagógica.

Na nota, indicava que a portaria que fixa as vagas dos quadros das escolas e dos quadros de zona pedagógica, discriminados por grupos de recrutamento, seriam preenchidos através do concurso interno/externo de 2015.

Num comunicado divulgado em reacção ao anúncio do MEC, a Fenprof sustenta que "nenhum dos professores que irá vincular ingressará em quadros de escola ou agrupamento. Ficarão em quadros de zona pedagógica, ou seja, em áreas geográficas enormes, portanto longe de uma situação de efectiva estabilidade".

A Federação aponta ainda que, apesar de o ministro da Educação, Nuno Crato, anunciar que irá vincular, este ano, 1.453 professores que concluíram cinco ou mais anos de serviço ininterrupto em horários completos e anuais, "não disse que mais 8.000 ficaram de fora".

Nos cálculos da Fenprof, "juntando os professores que irão ser vinculados com os que vincularam nos anos anteriores, através dos concursos externos extraordinários, serão cerca de 4.000 docentes a entrar nos quadros durante os quatro anos da legislatura".

"Neste período, cerca de 24.000 docentes saíram desses quadros, a esmagadora maioria por aposentação. O défice, nas escolas, é da ordem dos 20.000 docentes se apenas considerarmos os que se encontram nos quadros", alerta, no comunicado.

A Direcção Geral da Administração Escolar publica na próxima semana o aviso de abertura do concurso, e o prazo para as candidaturas inicia-se no dia seguinte a essa publicação, prolongando-se por 10 dias úteis.

Lusa/SOL