Douro descobre novos vinhos

Tradicionalmente, o Douro sempre esteve voltado para a produção do famoso vinho do Porto e só há apenas 20 anos se interessou pelos vinhos de mesa. Foi então que os seus tintos começaram a rasgar fronteiras, a ganhar nome e a rivalizar, internamente, com o Alentejo. «Sentimos, no entanto, que falta ao Douro uma casta…

O projecto, conhecido como Séries, vai procurando novos perfis de vinhos, ensaiando diferentes técnicas e procurando novas castas. Esta escolha baseia-se, desde logo, no vigor e na sensibilidade à secura evidenciada pela casta, seguindo-se um exame às suas qualidades produtivas. Quando tecnologicamente são bem sucedidos, estes vinhos são colocados à venda e, se resultarem bem comercialmente, passam a integrar o portefólio da Real Companhia Velha.

Foi o que já aconteceu com o Séries Rufete 2010, com o Séries Espumante Chardonnay e Pinot Noir e, mais recentemente, com o Séries Arinto, que foi colocado no mercado em Março passado.

Desta vez, o mais recente projecto recaiu no Séries Samarrinho 2013, uma desconhecida casta de uva branca. Da sua produção experimental, resultou um vinho muito aromático, intenso e delicado ao mesmo tempo, com muita frescura e bom volume. É um branco muito especial que acompanha muito bem com peixes grelhados ou até um queijo Ilha de S. Jorge. Dele se fizeram apenas 858 garrafas e se a aposta resultar comercialmente, entrará em produção na sua próxima colheita.

E já que falámos antes no Séries Rufete, este é um tinto que se revela muito ligeiro, anda quase perto de um rosé e é muito fresco, especialmente indicado para esta altura da época em que casa muito bem com a sardinha assada.

Jorge Moreira e a sua equipa vão descobrindo, na Real Companhia Velha, novos vinhos para o Douro e que revelem sobretudo grande interesse gastronómico. Encontrá-los-á nas mais conhecidas garrafeiras. A não perder.! 

jmoroso@netcabo.pt