Politica

BE aproveita polémica dos cartazes e “dá voz a desempregados reais”

O BE aproveitou a polémica dos cartazes do PS com uma falsa desempregada para lançar uma campanha com “desempregados reais”.

 

A campanha foi lançada esta sexta-feira com dois outdoors onde se pode ler “Não falsifiquem o desemprego. Levem as pessoas a sério” e a cara de um homem e uma mulher.

Os bloquistas recusam “a falsificação do desemprego e pretendem devolver a voz aos desempregados e às desempregadas reais; gente de verdade que dá a cara e conta o seu caso, único mas próximo dos de milhares de pessoas”, segundo o site do partido, esquerda.net.

Num dos cartazes está António José Baião, desempregado de 60 anos. O site conta a história pormenorizada do homem que em Março deste ano, após várias tentativas frustradas de encontrar emprego, segundo o BE, acabou o prazo do subsídio de desemprego, vivendo actualmente de 11,18 euros por dia de subsídio social de desemprego, que acabará em Outubro de 2016. Sofia Luna, 34 anos, é a outra protagonista desta campanha  cujo último emprego durou até Junho deste ano e onde recebia 390 euros por mês.

O BE aproveita, ainda, para atacar os partidos da coligação e o PS: “A acção do Governo faz a campanha da coligação PSD/CDS, optando pela falsificação e pela manipulação das estatísticas. Pelo seu lado, o PS enredou-se numa campanha que só não é anedota porque evidencia o resultado da falta de alternativas reais e diferenças de fundo com a direita”.

A polémica dos cartazes estalou no final da semana passada quando o Observador noticiou que uma figurante nos cartazes do PS não teria dado autorização para aparecer em cartazes e não estaria desempregada, tal como vinha no slogan do outdoor. Um caso que levou à demissão do director de campanha socialista, Ascenso Simões.

Os socialistas contra-atacaram a coligação ao denunciar que os partidos do Governo utilizaram estrangeiros nos seus cartazes. PSD/CDS recorreram a fotos de bancos de imagens mas sem autorização. Ontem, a Agência Lusa noticiou que a coligação só comprou os direitos para utilização para fins políticos esta quarta-feira.