Economia

BMW nega manipular emissões nos seus carros

A BMW já reagiu ao artigo da revista alemã Auto Bild, que indica que a marca alemã também poderá ter manipulado as emissões de alguns dos seus carros. Em comunicado, a BMW afirma que “não manipula ou altera nenhum teste de emissões”. Mas diz não conhecer os detalhes do estudo cujos resultados foram divulgados.

 

“Não temos conhecimento do detalhe dos resultados do teste mencionado pela revista Auto Bild no que respeita às emissões de um BMW X3 durante um ensaio de estrada. Não foram ainda disponibilizados detalhes específicos deste teste e como tal não podemos explicar os mesmos. Estamos em contacto com o ICCT no sentido de solicitar clarificação sobre o teste que foi levado a cabo”, refere apenas a marca bávara em comunicado. 

A BMW começa por dizer que cumpre “escrupulosamente escrupulosamente todos os requisitos legais em cada país e todos os requisitos de testes locais”, garantindo que os seus sistemas de tratamento de gases de escape “estão ativos quer seja em testes num banco de ensaio ou a circular normalmente em estrada”.

Como exemplo dá “dois estudos conduzidos pelo International Council on Clean Transportation (ICCT) confirmaram que o BMW X5 e 13 outros modelos BMW cumprem os requisitos legais no que concerne às emissões NOx”, onde “não foram encontradas quaisquer discrepâncias nas emissões de NOx entre o teste de laboratório do X5 e o teste em estrada”.

Foram alguns desses estudos que acabaram por levantar o véu para o software que reduzia as emissões dos modelos Volkswagen durante os testes oficiais, e na altura ‘ilibaram’ o X5. No entanto, o modelo que levanta agora suspeitas é o X3 20d, que usa um motor bastante semelhante ao do grupo Volkswagen: 4 cilindros a gasóleo, dois litros de cilindrada e potência comparável.

“Estamos totalmente disponíveis para discutir os nossos procedimentos de testes com as autoridades e a colocar à disposição qualquer dos nossos modelos para ensaio a todo o momento”, prossegue o comunicado da marca alemã. A BMW lembra que os veículos a gasóleo representaram 38% das vendas em todo o mundo no ano passado, mas com grandes variações entre países: “Europa 80%; Alemanha 73%; EUA 6%. Isto representa aproximadamente 20.000 veículos nos EUA em 2014”.

No fundo, a marca bávara está a ‘lembrar’ que o peso e importância dos carros a diesel na Europa, nomeadamente para a economia de países produtores, é bastante superior aos Estados Unidos, onde o escândalo rebentou na última semana.

emanuel.costa@sol.pt