Desporto

Real e Barça jogam liderança no Bernabéu

É Ronaldo que conta os minutos para se ir embora, é Bale que se sente ofuscado pelo português, é Benzema que será despedido se ficar provado que chantageou Valbuena, companheiro de seleção.

O Real Madrid recebe hoje o Barcelona (17h15, SportTV 1) com muitos problemas pendentes, mas o rival da Catalunha não fica atrás: adensam-se os rumores sobre a vontade de Lionel Messi - já recuperado de lesão e pronto a ir a jogo no Santiago Bernabéu - rumar à Premier League inglesa por causa do escândalo da fuga ao Fisco; e o pai de Neymar, ao revelar a «intranquilidade» do filho perante dúvidas em relação ao sistema tributário espanhol, deixa a ameaça de partirem para outras paragens.

Quando a bola começar o rolar, as atenções viram-se para o desempenho e o resultado. No clássico do Santiago Bernabéu, referente à 12.ª jornada, está em jogo a liderança da Liga espanhola, depois de os merengues a terem cedido em exclusivo aos rivais catalães, ao sofrerem a primeira derrota na prova na deslocação a Sevilha, da ronda anterior.

Repor a igualdade pontual é o mote para o Real Madrid, que ainda não convenceu sob a batuta de Rafael Benítez. A equipa tinha vindo a revelar consistência defensiva até ao jogo de Sevilha (derrota por 3-2, com apenas menos um golo sofrido do que nos 10 jogos anteriores), uma das imagens de marca do técnico espanhol. Mas no ataque subsiste um défice de ideias, crítica que também costuma acompanhar o treinador por onde quer que passe. 

Cristiano Ronaldo tem alinhado numa posição mais central e o seu rendimento decaiu bastante em relação à época passada, o que faz crescer a tensão com a afición e alimenta a especulação sobre uma possível saída no próximo verão.

O mesmo acontece do outro lado com Lionel Messi, embora por motivos distintos. De volta aos treinos sem limitações no decorrer desta semana, após dois meses lesionado, o argentino pode ser a arma secreta de Luis Enrique, um treinador que tem sabido superar a ausência da estrela da equipa. Com Neymar e Suárez a tarefa fica facilitada, apesar dos erros defensivos que já custaram duas derrotas.       

O clássico espanhol será rodeado de fortes medidas de segurança, na sequência dos atentados em Paris. Estão destacados mil polícias, o dobro do que é normal, e todas as pessoas ou material que entrar no estádio serão alvo de revista.

rui.antunes@sol.pt