Sociedade

Santa Casa sem interesse nos jogos online

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) optou por não avançar para o negócio do jogo online. De acordo com a entidade, a nova modalidade não se enquadra na “natureza e fins estatutários” da instituição social.

DR  


Esta decisão é contrária ao que tinha sido avançado, em março, por Pedro Santana Lopes, ao ter admitido a possibilidade de a Santa Casa se candidatar a uma licença.

Com este recuo, a Santa Casa fica apenas responsável por gerir os jogos sociais do Estado, como a Raspadinha ou o Euromilhões e a quem cabe liderar a criação das apostas mútuas hípicas em Portugal (disponíveis em 2016).

O regime do jogo online foi aprovado, no final de fevereiro, em Conselho de Ministros e abriu as portas a todas as empresas que queiram entrar neste mercado. E passou a entrar em vigor em junho.

Tal como aconteceu com a Santa Casa da Misericórdia, também alguns casinos têm vindo a afirmar que existe pouco interesse em obter uma licença para explorar o jogo online. O investimento que é necessário é apontado por vários responsáveis pelo setor com um dos entraves para a entrada neste negócio. A explicação é simples: além do investimento necessário - cujo valor inicial fixa-se nos 18 mil euros, a que se somam dois mil euros pela exploração de cada categoria de apostas e tipos de jogo - quem não atua nesta área também terá de adquirir o equipamento e o conhecimento para atuar na plataforma online.

E mesmo para quem já tem experiência neste campo também critica as taxas cobradas. De acordo com a Associação Nacional de Apostadores Online (ANAon), “as taxas cobradas às apostas são relativamente elevadas o que pode desencorajar o pedido de licenças”, diz.