Internacional

Cameron ganha braço-de-ferro com Europa

A Comissão Europeia apresentou ao Reino Unido uma proposta para um “novo acordo” que dá provimento a uma série de reivindicações de David Cameron. Entre elas, o corte dos benefícios sociais para imigrantes na figura de um “travão de emergência” acionado quando o país ultrapasse um número pré estabelecido de entradas de trabalhadores estrangeiros. Também se trabalhou no sentido da proteção dos países de fora do Eurogrupo, da aceitação de uma Europa onde os países podem decidir não aumentar o seu nível de integração -, o poder (apesar de muito limitado) de bloquear legislação europeia, ou ideias para diminuir a burocracia, com vista ao crescimento económico e à criação de emprego.

Cameron gostou do que foi apresentado, mas não teve a mesma reação de todos em sua casa, nomeadamente dos mais acérrimos defensores do ‘não’ à Europa. O documento terá de ter uma aprovação formal de todos os países da União Europeia no próximo Conselho de 18 e 19 deste mês. Para o conseguir, o primeiro-ministro britânico está numa ronda pelas capitais europeias.

Ontem esteve na Dinamarca e na Polónia. De Copenhaga veio com um apoio praticamente sem reservas. Inesperadamente, de Varsóvia também.

Este é o país mais afetado pelo ‘travão de emergência’, mas o líder de facto do país, Jaroslaw Kaczynski, presidente do partido conservador nacionalista Lei e Justiça, mostrou-se “muito satisfeito” com a conversa com Cameron.

Se tudo lhe correr bem, o referendo que prometeu sobre a permanência do Reino Unido na UE, em que fará campanha pelo ‘sim’, deverá acontecer em junho.