Cultura

Museu e villa em Pompeia reabrem ao fim de 36 anos

A cidade de Pompeia acaba de recuperar duas atrações. O Antiquarium e a Villa Imperial, que se encontravam encerrados desde o terramoto de 1980, estão novamente visitáveis.


O museu tem uma exposição permanente dedicada aos lugares de culto religioso, enquanto a Villa, disse um responsável ao jornal italiano La Reppublica, “conta como vivia uma família rica, e reconstitui o ambiente luxuoso, com camas, pratos, luminárias em bronze e objetos da vida quotidiana”. No exterior da Villa, projeções multimédia durante a noite recordam flashes da vida na cidade antes da erupção do Vesúvio em agosto de 79, acompanhados por textos da época.

Construído em 1870 pelo arqueólogo napolitano Giuseppe Fiorelli, o Antiquarium foi bombardeado em 1943, durante a II Guerra Mundial, reabilitado em em 1948 e novamente destruído por um terramoto, em 1980. Além do museu, o espaço alberga espaços com instalações de realidade virtual que reconstituem a experiência da erupção e uma livraria.

A cidade de Pompeia acolhe anualmente cerca de 2,5 milhões de visitantes, que ao longo do tempo têm deixado a sua marca nos vestígios arqueológicos. Ainda assim, defendeu a especialista Mary  Beard ao The Telegraph este mês, não faria sentido preservar a antiga cidade romana se não houvesse quem a visitasse.

De resto, os turistas não são os únicos responsáveis pela deterioração das ruínas, cuja preservação consome milhões e milhões de euros do orçamento italiano e da União Europeia. Em 2010, uma casa outrora usada para treino dos gladiadores, abateu, suscitando preocupação dos arqueólogos. E em 2014 três outros edifícios ruíram devido, sobretudo, ao mau tempo.

É por isso que a reabertura do Antiquarium e da Villa Imperiale - uma casa patrícia construída contra as muralhas da cidade e com vista para a baía de Nápoles - representa um triunfo para os conservadores, alimentando a esperança de que Pompeia pode ser salva.

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