Cultura

MEO Sudoeste. Quem o viu já não o vê

O há em comum entre Josef Salvat e João Pedro Pais não sabemos bem, mas segundo parece a resposta está no MEO Sudoeste, a partir de amanhã e até domingo, na Zambujeira do Mar. Isto falando sobre música, porque o campismo, cada vez mais anunciado como uma das grandes atrações do festival, há quatro dias que está aberto. Longe dos tempos em que fez da Zambujeira lugar de peregrinação para melómanos, o Sudoeste segue em frente, reinventado num modelo que garante o sucesso, provam os números, e apresenta uma 20.ª edição cheia de DJs e ainda o hip hop de Wiz Khalifa

 

 

 

Wiz Khalifa

Na primeira edição, houve Blur, Suede e Marilyn Manson, no ano seguinte Portishead, PJ Harvey, Sonic Youth, depois Massive Attack,  Chemical Brothers. Longe vão os tempos em que eram nomes destes a preencher os lugares cimeiros dos cartazes do Sudoeste. Porque mudam-se os públicos, mudam-se os cartazes e este ano o grande destaque vai para Cameron Jibril Thomaz, a.k.a. Wiz Khalifa, que vem apresentar o seu “Rolling Papers 2”.

Sia

Podíamos escrever um texto sobre cabelos, da mesma maneira que este é um festival essencialmente sobre campismo no meio do pó do Sudoeste, mas ninguém ia aprender nada com isso. Sia, que deu os primeiros passos no duo britânico Zero 7, enveredou depois por uma carreira a solo, que conta já com sete discos. Um dos seus maiores êxitos, “Chandelier”, valeu-lhe quatro nomeações para os Grammy.

Steve Aoki

To cake or not to cake, eis a questão que já não será desconhecida para o público do MEO Sudoeste, não é uma estreia esta vinda do DJ de eletro house americano conhecido pelos bolos que atira para quem faz questão de assistir às suas atuações da primeira fila, que encontram terreno cada vez mais fértil neste Sudoeste irreconhecível para os melómanos que foram  o seu público noutros tempos.

Seu Jorge

Nome algo deslocado num cartaz feito para entreter adolescentes, há muito que Seu Jorge, que atua na sexta-feira no palco MEO, dispensa apresentações e cuja história já é bem conhecida. Depois de três anos sem abrigo, foi “Cidade de Deus” (2002), de Fernando Meireles, a rampa de lançamento Jorge Mário da Silva apareceu como Mané Galinha. Rampa de lançamento para uma carreira como cantor e compositor, bandas sonoras e discos a solo, que já se contam oito.

Damian "Jr. Gong" Marley

Isto é mesmo o que parece, não é um caso grave de falta de gosto - ou de noção. Não é só aparência, Damian Marley é mesmo o filho mais novo do veradeiro, Bob Marley, com Cindy Breakspeare. Nascido em 1978, apenas dois anos antes da morte do ícone do reggae, que Junior Gong, nickname  herdado do “Tuff Gong” do pai, persegue, fundido com o dancehall e o hip hop. Em preparação está um novo disco, sucessod de “Set Up Shop Vol. 3”.

Nervo

Já não espanta dizer-se que no último dia o palco principal do MEO Sudoeste está praticamente reservado a DJs, exceção marcada por Jimmy P. Entre esses nomes, as australianas Miriam e Olivia Nervo, distinguidas com um Grammy com o tema que escreveram para David Guetta com Kelly Rowland, “When Love Takes Over”, do seu quarto disco de estúdio, “One Love”.

April Ivy

April Ivy tem sido apresentada como a artista portuguesa de 16 anos que este verão assinou um contrato universal com a Universal Music France. Boas notícias para Mariana Gonçalves, é esse o seu nome, que atua no último dia de MEO Sudoeste, no Palco Santa Casa. “Be OK” é o sucesso que certamente já terá ouvido - já ultrapassou o milhão de visualizações no YouTube - e provavelmente o que chamou a atenção da Universal.

Curadoria Orelha Negra

Cruzfader, Sam The Kid, Francisco Rebelo, João Gomes e Fred Ferreira, é a eles, Orelha Negra, que está entregue toda a programação de sexta-feira no palco Moche Room, em que marcam presença vários DJ e produtores de hip-hip nacionais. Holly Wood, Slow J, DJ Kwan, Dynamic Duo, Maze, Nerve, Profjam foram as escolhas para uma noite que, claro, não podia terminar sem um DJ set com a assinatura dos próprios Orelha Negra.