Economia

Hotéis com melhor primeiro semestre dos últimos 12 anos

AHETA exige mais fiscalização aos arrendamentos ilegais no Algarve e pede intervenção pública.

O primeiro semestre do ano “foi o melhor dos últimos 12 anos” em taxa de ocupação, preço médio por quarto e receita média por turista. Aliás, o preço médio por quarto ocupado igualou os valores de 2004, revelam os dados da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

Até junho, a taxa de ocupação foi 63,2%, subindo 3,4 pontos percentuais em termos homólogos (59,8%). Já o preço médio por quarto ocupado situou-se nos 72,3 euros, o que representa um crescimento de 6,3% face a 2015.
Com cada quarto ocupado, os hotéis nacionais atingiram uma receita de 45,69 euros, uma evolução de 12,2%.

Os turistas também gastaram mais nesta modalidade de alojamento, com a receita média mensal a aumentar 7% para os 107 euros. A estada média manteve-se nos 1,88 dias no primeiro semestre.

A maioria das dormidas deveu-se a motivos de lazer, recreio e férias. Em cada quatro dormidas, uma foi portuguesa e três de estrangeiros. A Alemanha assume a liderança (17%), seguida no pódio pelo Reino Unido (15%) e França (7%).

Em termos absolutos, junho foi o melhor mês do semestre, mas em termos de variação homóloga, os meses de março e maio registaram os maiores crescimentos. “Os primeiros seis meses deste ano foram bons para a hotelaria. Registámos, mês após mês, um crescimento em praticamente todos os indicadores, apenas a estada média não tem aumentado, o que acaba por ser um ponto menos positivo mas que estará, em destinos urbanos, relacionado com o perfil dos novos turistas”, revela a AHP.

Arrendamento ilícito

No mesmo dia em que são revelados estes dados recorde também a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) chama a atenção para a existência de arrendamento ilícito para fins turísticos no Algarve e pede intervenção pública.

A associação diz que há apartamentos e moradias que não se encontram afetos às empresas exploradoras dos empreendimentos, nem se encontram classificados ou registados oficialmente. “Não prestam quaisquer serviços mínimos e, em muitos casos, segundo tudo indica, sem pagarem os impostos correspondentes, o que configura situações de concorrência desleal”.

A culpa, de acordo com a mesma, deve-se à “inexistência de uma fiscalização atenta, eficaz e oportuna por parte das entidades competentes, nomeadamente ASAE e Inspeção de Finanças, que vem permitindo o incremento de um problema que teima não só em eternizar-se como a proliferar cada vez mais perante a situação de impunidade existente, lesando não só os legítimos interesses dos empresários hoteleiros e turísticos mas também o interesse público nacional”. Sónia Peres Pinto