Economia

Volkswagen admite fraude na Audi

O grupo não revela, no entanto, quais são os modelos afetados.

Já muito se falou do escândalo que afetou a gigante por causa das fraudes nas emissões de gases poluentes, mas quando se pensava que a polémica tinha terminado, a Reuters explica que a Volkswagen admite uma nova fraude nos motores da Audi.

O grupo não revela quais são os modelos afetados, mas a imprensa fala de “sedans de topo e SUVs” da Audi.

Escândalo da Volkswagen O ano passado a Volkswagen foi acusada de alterar o chip do sistema de emissão de gases poluentes. Ao serem confrontados com as vendas muito abaixo do previsto, engenheiros da empresa terão decidido enganar os reguladores e os clientes com motores fraudulentos. Foram instalados softwares para manipular dados de emissões poluentes em alguns motores.

A polémica, que começou nos EUA, alastrou-se a todo o mundo, acabando por envolver outros gigantes do setor automóvel. No final de setembro do ano passado também a Mercedes, a BMW e a Peugeot foram acusadas de distorcer dados. Um alerta dado nesta altura por um estudo – “Mind The Gap” –, publicado pela Transport & Environment, organização não governamental que trabalha diretamente com Bruxelas. Recorde-se que na Europa existem cerca de 8,8 milhões de veículos afetados. O que tem estado a ser pedido é que o construtor alemão pague a cada cliente uma compensação por automóvel, como admitiu que poderia vir a fazer nos EUA.

Multas de 30 mil euros No final de janeiro, a Comissão Europeia avançou com uma proposta que pretende apertar as normas ambientais e de segurança no setor automóvel. Em causa estão multas que podem ir até aos 30 mil euros, por veículo, para as marcas que não cumpram os parâmetros legais e para os serviços que não detetem adulterações.

A ideia é haver uma inspeção de veículos que já foram certificados e estão no mercado. Ficando assim nas mãos das autoridades, e de Bruxelas, a decisão de o fazer ou até de exigir a saída de determinado veículo que esteja no mercado. As novas regras representam ainda um entrave aos pagamentos feitos pelas produtoras de automóveis às entidades que realizam os testes de emissões.

Outros casos:

BMW
Esta marca também acabou por estar a braços com notícias que davam conta de que determinados modelos da BMW ultrapassavam os limites de emissões de gases poluentes na UE. 

SEAT
A Seat, marca espanhola do grupo alemão Volkswagen, também instalou em mais de meio milhão de carroso software que falseia as emissões de gases poluentes, noticiou em setembrode 2015 o jornal“El País”.

FORD
O regulador alemão, KBA, analisou vários modelos depois do escândalo VW ter rebentado. Em novembro de 2015, o “The Guardian” acrescentava a Ford à lista das marcas investigadas.

SKODA
O construtor automóvel Skoda, que também pertence ao grupo VW, anunciou que 1,2 milhões dos seus veículos estavam equipados com o dispositivo que permite manipular as emissões poluentes.  

MERCEDES
Uma organização ambiental, que trabalha diretamente com Bruxelas, divulgou um relatório em 2015 que também levantava questões no caso dos modelos classe A, C e E da Mercedes.