Economia

Ações do BCP disparam depois de ajuste técnico

Títulos já estiveram a disparar mais de 22 durante a manhã

As ações do BCP voltaram esta terça-feira aos ganhos. Neste momento estão a ganhar 13,59% a valer 15,57 cêntimos, o que corresponde a uma subida de 12,49% face à cotação ajustada de ontem.

No entanto, os títulos do banco já estiveram a disparar 22,54% para 16,95 cêntimos neste início de sessão em Lisboa e continuam a negociar acima do valor teórico do dia em que o aumento de capital foi anunciado, há mais de uma semana.  

As ações vão sofrer a partir desta terça-feira um ajuste técnico. Os títulos vão valer apenas 0,1383 euros em vez dos 0,8031 euros com que encerraram a sessão desta segunda-feira, uma vez que as ações adquiridas a partir desta terça-feira já não conferem o direito a participar no aumento de capital de 1,3 mil milhões de euros. Já este direito chegará quarta-feira ao mercado a valer 0,6648 euros.

Isto significa que, este valor teórico resulta da diferença entre a cotação de fecho desta segunda-feira e o preço teórico ajustado ao destaque dos direitos. Ou seja, não representa qualquer perda para os detentores de ações do BCP. No último dia em que negociaram com os direitos incorporados, os títulos fecharam a cair 7,58% para 80,31 cêntimos, um valor perto do mínimo histórico fixado na quinta-feira (79,03 cêntimos). 

Operação garantida

O aumento de capital prevê a emissão de 14 mil milhões de ações a 9,4 cêntimos cada, com reserva de preferência aos atuais acionistas. A operação de aumento de capital está garantida pela Fosun - que já é o maior acionista do banco liderado por Nuno Amado -, que se comprometeu a subscrever 31% do aumento de capital, e por um consórcio de bancos internacionais composto pelo JP Morgan, Goldman Sachs, Bank of America Merrill Lynch, Crédit Suisse e Mediobanca.

O grupo chinês prepara-se para investir um máximo de 531 milhões de euros nesta operação e já veio explicar os motivos deste reforço de capital. A Fosun quer ajudar o BCP a reforçar o negócio na China, bem como melhorar a rentabilidade do banco. Ao mesmo tempo, a instituição liderada por Nuno Amado vai servir como plataforma para a Fosun expandir o negócio na Europa e em África. 

Os acionistas podem subscrever 15 direitos de subscrição por cada ação que detêm, com arredondamento por defeito. Mas também podem ser pedidas ações adicionais, além das que têm direito, em conjunto com o pedido de subscrição.

As ações serão, em seguida, alvo de rateio pelos detentores dos direitos de subscrição que tenham pedido para subscrever mais ações do que aquelas a que teriam, proporcionalmente, direito