Economia

Taxa turística. Chegou a vez dos Açores

O presidente da Câmara de Ponta Delgada, Açores, assume que poderá vir a ser aplicada uma taxa turística de um euro por dormida.

Apesar de ter sido uma ideia que foi recusada no passado, agora ganha expressão e pode vir a ser aplicada já no próximo ano.

"A possibilidade da sua criação está a ser avaliada no interesse de Ponta Delgada e do turismo. Não se pode confundir entre aquilo que foi uma decisão concretizada de não aplicação da taxa turística no primeiro ano de consolidação do destino turístico de Ponta Delgada, após a liberalização do espaço aéreo, com o futuro", explicou recentemente José Manuel Botelho.

Taxa aplicada também no Porto

Na semana em que a taxa turística de um euro passa a ser cobrada em Cascais, também Rui Moreira admitiu que vai propor que a mesma medida seja aplicada na cidade do Porto.

De acordo com o presidente da Câmara desta cidade, “este é um assunto em que existe um consenso alargado”. A ideia de Rui Moreira é, acima de tudo, conseguir que a taxa trave o crescimento desmesurado do setor do turismo na cidade do Porto.

Apesar de não divulgar quais são os valores que estão a ser pensados para esta proposta, assume que se trata necessário impedir que se repita o fenómeno que já afetou outras cidades como Barcelona ou Lisboa, em particular, a zona da Mouraria.

Recorde-se que, já em junho do ano passado, Rui Moreira tinha considerado que era necessário introduzir taxas turísticas no conselho. Por esta altura, o presidente da Câmara do Porto dizia que a eventual introdução desta taxa serviria para proteger o património.

Lisboa. Taxa rende acima do esperado

Os números em Lisboa começaram a surpreender desde muito cedo. Só entre janeiro e maio do ano passado, Lisboa conseguiu arrecadar quase 4 milhões de euros.

Esta taxa, no valor de um euro por noite, até ao máximo de sete euros, começou a ser aplicada no início do ano passado sobre as dormidas de turistas nacionais ou estrangeiros. A ideia era que o valor possa reverter para um fundo criado para financiar os mais variados investimentos na capital do país.

Recorde-se que os dados do final de 2016 apontavam para receitas na ordem dos 11,2 milhões de euros em dez meses. De acordo com a autarquia, uma parte do valor das receitas foi usada para promover e divulgar a cidade de Lisboa: Cerca de 3,5 milhões.