Economia

Lucros da Galp sobem 74% para os 135 milhões

Segundo a petrolífera, as operações no Brasil surgem em destaque e deram um novo impulso aos resultados 

A Galp Energia obteve lucros de 135 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, o que representa um aumento de 74% face ao mesmo período de 2017.

"A evolução da produção de petróleo e gás, aliada à recuperação das cotações de crude, ao foco na performance operacional e ao rigor na execução dos investimentos permitiu que o resultado líquido ajustado da Galp no primeiro trimestre tenha progredido em 57 milhões de euros", refere a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo a petrolífera, as operações no Brasil surgem em destaque e deram um novo impulso aos resultados da Galp Energia. "As operações de upstream e, em particular, o desenvolvimento dos projetos Lula e Iracema, entre os campos de maior crescimento do mundo, foram o grande motor de crescimento dos resultados da Galp no primeiro trimestre de 2018, compensando a menor contribuição da atividade de refinação, afetada pela descida das margens de referência nos mercados internacionais”, diz a petrolífera.

A produção média diária do petróleo e gás natural aumentou 18%, “consolidando-se acima dos 100 mil barris diários, mais 16 mil barris do que os 88 mil barris diários registados um ano antes”.

A Galp explica que o principal contributo para o aumento do número de barris foi a “última unidade flutuante a entrar em operação na região do pré-sal da bacia de Santos, no Brasil, a P66, que atingiu neste trimestre o ritmo de cruzeiro de produção à sua plena capacidade, menos de um ano depois de ter produzido o seu primeiro barril”. 

Isto significa que a petrolífera “tem neste momento todas as suas sete unidades no Brasil a funcionar à sua máxima capacidade, compensando a diminuição da produção em Angola, que irá beneficiar da entrada em funcionamento, ainda este ano, de uma nova unidade de produção, na área de Kaombo Norte", sublinha a empresa.

Durante os primeiros três meses do ano, o investimento realizado totalizou os 146 milhões de euros, sendo que 80% foram destinados a atividades de exploração e produção.

No final do primeiro trimestre de 2018, a dívida líquida estava nos 1.885 milhões, "em linha com a do final do ano passado".

Já o EBITDA ajustado (RCA) foi de 455 milhões de euros, ou seja, mais 17% do que no mesmo período de 2017.