Economia

Taxa de ocupação dos hotéis desce para 59% até abril

A Madeira (76%), Lisboa (73%) e Porto (64%) registaram as taxas de ocupação mais elevada.

A taxa de ocupação nos hóteis até abril desceu para 59%, o que representa uma redução de 0,7 pontos percentuais face a igual período homólogo. Os dados foram revelados esta sexta-feira pela Associação Hoteleira de Portugal (AHP).

"Nos primeiros quatro meses de 2018, a taxa de ocupação quarto em Portugal atingiu os 59% (menos 0,7 pontos percentuais) do que em igual período do ano anterior, com a categoria três estrelas a registar a maior quebra (menos 2,1 pontos percentuais)", lê-se num comunicado da AHP.

Por destinos turísticos, a Madeira (76%), Lisboa (73%) e Porto (64%) registaram as taxas de ocupação mais elevadas, sendo que Viseu, as Beiras e o Alentejo foram as regiões que mais viram crescer as taxas de ocupação hoteleira, mais 5,7, 4,5 e 3,7 pontos percentuais, respetivamente.

O preço médio por quarto ocupado (ARR) fixou-se nos 78 euros, mais 10% do que em igual período do ano passado. Lisboa foi o destino que registou a melhor performance (101 euros), seguido do Grande Porto (79 euros) e de Estoril/Sintra (74 euros).

Já o preço médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se nos 46 euros, com um aumento de 9% face ao mesmo período do ano anterior.

Numa análise às quotas de mercado das dormidas internacionais, a liderança coube à Alemanha (13%), seguido do Reino Unido (10%), França (6%), Espanha e Dinamarca (5%). A ascensão da Dinamarca ao quinto lugar do pódio das dormidas internacionais deve-se ao destino Madeira, onde os dinamarqueses alcançaram o segundo lugar como mercado emissor, no período em referência. Em termos de performance, o maior crescimento verificou-se nos mercados brasileiro e nacional e as maiores quebras no Reino Unido e Alemanha.

Para a presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal, Cristina Siza Vieira, "os resultados do primeiro quadrimestre de 2018 não são uma surpresa", porque desde o início do ano que se regista um abrandamento mensal da taxa de ocupação. Ainda assim, Cristina Siza Vieira  chama a atenção para o facto de abril ser "o único mês com variação negativa neste indicador, imputável ao efeito Páscoa e também, crê-se, às condições climatéricas adversas".