Economia

Ministro do Ambiente volta a afirmar que carros a gasóleo vão valer menos dentro de cinco anos

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, voltou a repetir que os carros a gasóleo vão valer menos dentro de quatro ou cinco anos, mas desta vez deixou uma explicação.

De acordo com o ministro, a redução do valor de mercado desses automóveis deve-se à mudança do setor para alternativas mais amigas do ambiente.

O governante falava à margem de uma apresentação sobre a neutralidade carbónica na Universidade de Coimbra, tendo-se deslocado para a cidade de carro elétrico e, de acordo com a TSF, parou a meio do caminho para carregar o automóvel onde seguia viagem.

“Os carros elétricos têm cada vez mais autonomia e por isso é possível fazê-lo. Já fui até Vila Real de carro elétrico. Não estou aqui para enganar ninguém: há muitas deslocações que faço, nomeadamente quando se afastam de Lisboa e do Porto, principalmente da A1 e da estrada para o Algarve, onde ainda não consigo ir de carro elétrico”, disse o ministro durante a sua intervenção.

Ainda assim, João Matos Fernandes disse que achou “avisado fazer este aviso. “Aquilo que eu quis dizer não foi contrariado por ninguém. Muito provavelmente, daqui a quatro ou cinco anos, quem tiver um carro a diesel vai ter um valor mais baixo na sua troca”, sublinhou .

“Temos todos os estudos que estão no Roteiro Nacional de Carbono, temos o facto de um ano antes de o ministro dizer isto em Portugal o número de carros a diesel ter reduzido a venda em 10%. Tenho as palavras do presidente do Automóvel Club da Holada que no ano passado disse que era obrigação dele avisar os associados que o valor de retoma desses carros ia baixar. Tenho as palavras da senhora comissária da indústria, que há menos de um ano disse que o diesel é uma tecnologia a descontinuar”, disse o ministro em declarações à TSF.

“Tenho as palavras de Volvo, que diz que 2019 será o último ano em que fabricará carros a diesel. Tenho as palavras da Volkswagen, que diz que em 2026 não fará mais veículos a combustão. Tenho as palavras do presidente da Renault, que diz que os clientes perguntam-lhe o que vão fazer com os carros a diesel”, argumentou João Matos Fernandes.