LifeStyle

Há duas coisas que motivam colaboradores nas empresas

As respostas dos colaboradores de cerca de duas centenas de empresas ajudam a traçar um quadro do clima organizacional em Portugal, revelado por mais um “Índice da Excelência”.

O gosto e o orgulho no trabalho são os principais fatores de retenção e engajamento dos colaboradores com as organizações. Quem o diz é um estudo da terceira edição do “Índice da Excelência” - estudo de clima organizacional e desenvolvimento do capital humano desenvolvido pela Neves de Almeida | HR Consulting.

As conclusões do estudo - realizado em colaboração com o INDEG-ISCTE e com a “Human Resources Portugal” e a “Executive Digest” -, que contou com a participação de cerca de 200 empresas englobando a totalidade de setores de atividade, indicam que o gosto pelo trabalho desenvolvido na organização, com 55,5% , se destaca como o principal fator de retenção, dimensão na qual o equilíbrio entre a vida profissional e familiar (32,86%), a relação com os colegas (28,6%), as condições de trabalho (26,1%) e a segurança no emprego (24,1%) são também muito valorizadas.

Os resultados desta terceira edição do “Índice da Excelência” apontam ainda para o orgulho no trabalho desenvolvido (81,3%) como o fator mais importante para o engajamento dos colaboradores com as organizações. 

No entanto, também há um lado menos positivo que passa pelo facto de os colaboradores sentirem que há falta de recompensas, e indicma que remunerações, benefícios, bónus e aposta no desenvolvimento das pessoas e na gestão do talento podia ser uma boa forma de também motivar os empregados. 

De acordo o partner da Neves de Almeida | HR Consulting, Pedro Rocha e Silva, foi verificada "que a prioridade, em muitos casos, continua a ser a exigência numa maior aposta ao nível das recompensas dos colaboradores e do desenvolvimento das pessoas. Daí que, de acordo com o estudo, uma priorização das organizações nestes fatores irá ao encontro dos principais fatores de retenção e engajamento apontados”.

“O estudo é uma ferramenta válida e urgente para eficazmente compreender a relação estabelecida entre organizações e colaboradores, e para potenciar a implementação de soluções adequadas. Este é o primeiro passo para desenvolver estratégias segmentadas e customizadas, que vão de facto ao encontro das reais necessidades dos profissionais, seja numa perspetiva de exercício da sua função atual seja tendo em conta as expetativas e ambições de crescimento de cada um”, diz ainda o responsável.