Economia

Jerónimo Martins quer vir a ser “marca forte na restauração”

A empresa vai investir entre 700 a 750 milhões de euros em Portugal, Polónia e Colômbia 

Jerónimo Martins quer vir a ser “marca forte na restauração”

Depois de apresentados os resultados de 2018, Pedro Soares dos Santos,  presidente do CEO e Jerónimo Martins, afirma que o grupo superou todos os os desafios a que se tinham proposto. 

Na conferência em que foram apresentados os resultados do ano passado e as perspetivas para 2019, o responsável explicou que a Jerónimo Martins bateu o “recorde de vendas” e aumentou as quotas de mercado em todas as insígnias. O grupo fechou o ano com lucros de 401 milhões de euros, mais 4,1% do total registado em 2017, e as vendas totalizaram os 17,3 mil milhões de euros. 

Embora com bons resultados em 2018, o presidente está já com os olhos no presente e deixou levantou o véu sobre os investimentos para o futuro. 

No que diz respeito à Polónia, Pedro Soares dos Santos afirma que a Biendronka é a loja número um de 51% dos polacos o que deixa margem para afirmar que este é um mercado onde se tem de continuar a investir. Por isso, o grupo revelou que em 2019 irão abrir 100 lojas da marca, chegando em novembro à loja 3.000. Neste mercado está também presente a marca de beleza e saúde, Hebe, que irá contar com mais 50 lojas. 

Já na Colômbia, a marca Ara irá abrir mais 50 lojas e dois centros de distribuição. Em 2018 foram investidos 118 milhões de euros nesta marca, com a abertura de 143 lojas, e o CEO garante que “onde a Ara está, a vida do colombiano mudou”. 

No que diz respeito a Portugal, a restauração parece ser um ponto importante de crescimento. Pedro Soares dos Santos, acredita mesmo que o Pingo Doce virá a ser uma “grande companhia de restauração”. 

Para o Pingo Doce, o investimento será de 90 milhões de euros para 10 novas lojas, 50 serão remodeladas, 29 obras profundas e 21 obras mais ligeiras. 

Um dos grandes projetos para 2019 passa pelo peixe. O grupo está agora a testar a produção de salmão a 11 milhas da costa portuguesa. Este poderá demorar de dois a três anos e conta com a aliança entre Portugal e a Noruega. Em aquacultura, a Jerónimo Martins  produz dourada em Sines e robalo na Madeira. 

O grupo comprou ainda uma herdade onde irá produzir 30 mil litros de leite por dia e 10 mil animais de carne angus. Ainda nesta área, a Jerónimo Martins vai investir 40 milhões de euros numa nova fábrica de leite em Portalegre. Em produção agroalimentar,  o grupo já investiu cerca de 250 milhões de euros. 

No geral, o grupo vai investir de 700 a 750 milhões de euros em Portugal, na Polónia e na Colômbia. Em Portugal, este será de 120 milhões de euros, “tal como na última década”, explicou Pedro Soares dos Santos. 

No ano passado, o grupo lançou a primeira marca global, a Be Beauty, um projeto que Pedro Soares dos Santos afirma estar a correr muito bem “em Portugal e na Colômbia”.

 

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