Sociedade

Militares portugueses regressam a casa após missão de seis meses

Apesar de “haver atentados praticamente todas as semanas em Cabul”, só houve um momento de maior sobressalto para a força portuguesa, em novembro passado.

Depois de uma missão de meio ano, tempo esse passado a assegurar a segurança do aeroporto de Cabul, no Afeganistão, uma força de 113 militares chegou a Lisboa, aterrando no aeroporto militar de Figo Maduro. Entre as maiores dificuldades da missão encontram-se a rotina e a gestão do “estado emocional de cada militar”, como referiu o comandante do 2º contingente, major de infantaria Ricardo Estrela, citado pelo Observador.

Esta mesma missão teve como objetivo “criar condições para que as forças políticas no Afeganistão tenham a estabilidade necessária para encontrar os equilíbrios políticos, o consenso e também as infraestruturas em termos de instituições do Estado, para que o Afeganistão não precise deste apoio internacional”, referiu o ministro da Defesa Nacional, João Gomes, durante a cerimónia de receção aos militares, felicitando e agradecendo aos militares, pertencentes à Brigada Mecanizada do Exército, pelo empenho durante a missão.

Ainda que o ambiente vivido seja árduo e haja “atentados praticamente todas as semanas em Cabul”,como o major Ricardo Estrela referiu, os militares portugueses foram chamados apenas a prestar apoio às forças afegãs quando um atentado ocorreu a dois quilómetros da sua base militar, tendo sido o “maior susto” sentido pelos mesmos.

Sublinhe-se que um terceiro contingente partiu para o país, no fim de semana, e incluiu pela primeira vez um grupo de 12 elementos das operações especiais (onde se encontravam militares do exército e da marinha, entre outros).