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"Ele me virou e cometeu o ato. Pedi para ele parar, ele continuou", diz alegada vítima de Neymar | Vídeo

Modelo deu entrevista

SBT Brasil
AFP

Neymar foi recentemente acusado de violação por uma mulher brasileira, que inicialmente começou por não ser identificada. Esta quarta-feira, Najila Trindade Mendes de Souza, a alegada vítima, deu a cara num entrevista ao SBT Brasil onde relata a sua versão dos factos.

"Fui para o hotel, ele mandou mensagem, disse que ia para uma festa, mas passaria lá para me dar um beijo. Quando chegou lá, estava tudo bem, mas ele estava agressivo, totalmente diferente do cara que eu conheci nas mensagens", começou por contar a modelo.

"Como eu tinha muita vontade de ficar com ele, tentei manejar a situação. Começámos a trocar carícias, nos beijar e ele me despiu. Até aí, foi tudo consensual. Ele começou a me bater. No início foi ok, mas depois ele começou a me machucar muito. Eu falei para e ele falou 'desculpa, linda'", recordou.

Depois de questionar o futebolista se tinha preservativo e de este responder negativamente,  Najila Souza alega que afirmou que “não ia acontecer nada”, o que levou Neymar a ficar em silêncio e a agredi-la seguidamente.

"Ele me virou e cometeu o ato. Pedi para ele parar, ele continuou. Enquanto ele cometia o ato, continuou batendo na minha bunda, violentamente", disse a modelo.

"Falei 'para, para, não'. Ele não se comunicava muito, ele só agia (...)Ele não entrou em acordo comigo. Não negociou falando 'não, não trouxe [preservativo], mas estou afim'. A partir do segundo em que ele me virou, já estava me obrigando [a ter a relação sexual]", acrescentou.

"Fui vítima de estupro. Agressão juntamente com estupro", garantiu.

Questionada pelo jornalista sobre o facto de ter continuado a trocar mensagens com o jogador, a brasileira alega que queria “fazer justiça”.

"Eu tive que assimilar tudo, todo o acontecimento. Quando ele saiu do quarto e eu comecei a entender tudo o que tinha acontecido comigo e como ele foi estúpido, como ele me violou e violentou, quis fazer justiça. Eu sabia que se eu não falasse com ele novamente, fingindo que nada tinha acontecido, ele não iria falar comigo de novo e eu não iria conseguir provar o que ele tinha feito.... Eu quero justiça, ele me fez muito mal, estou muito traumatizada. Quero que ele pague pelo que ele fez", referiu.

Depois de ser conhecido que a defesa de Najila rescindiu contrato com a mesma, a mulher diz que sentiu preconceito do advogado. "Ele não estava acreditando totalmente em mim e senti preconceito. Ele deu a entender que [pensava] 'você não foi estuprada, você deu porque quis, então não vou falar em estupro, só em agressão porque é o que dá para provar", rematou.