Economia

Compra de casa. Estas são as zonas de Lisboa e Porto com maior taxa de esforço

Dados da Century 21

Um estudo da imobiliária Century 21 mostra que, nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, a taxa de esforço só permite adquirir habitações inferiores a 90 metros quadrados em sete dos 20 concelhos abrangidos.

Para a realização do estudo, a imobiliária assumiu “uma casa de 90 m2 como critério de definição de uma habitação ideal para a média dos agregados familiares portugueses”, refere em comunicado. A análise teve também em conta o rendimento médio das famílias nestes distritos, bem como os valores para aquisição e arrendamento desta tipologia de habitação. “Para além disso, foi analisada a taxa de esforço para aceder a ambas as soluções habitacionais e foi comparada a área possível - para adquirir e arrendar uma casa- cumprindo os critérios da taxa de esforço de referência de 33%, definida pelo Banco de Portugal”.

No top 3 dos concelhos com maior taxa de esforço na compra de uma habitação de 90 m2 na Área Metropolitana de Lisboa estão Lisboa (58%), Cascais (44%) e Odivelas (34%). Para arrendamento, Lisboa (68%) e Cascais (62%) continuam nos primeiros lugares e a Amadora (57%) substitui Odivelas no terceiro. Os concelhos que apresentam menor taxa de esforço para a compra de casa são Montijo (23%), Seixal (22%) e Barreiro (18%). Em relação ao arrendamento, o pódio mantém-se, com exceção do primeiro lugar: Montijo tem uma taxa de esforço de 41%, Seixal de 38% e Alcochete de 34%.

Quanto à Área Metropolitana do Porto, os três concelhos com maior taxa de esforço na compra de uma habitação de 90 m2 são o Porto (35%), Póvoa de Varzim (27%) e Matosinhos (26%). No arrendamento, o Porto (50%) continua a ocupar a primeira posição, seguido por Matosinhos (44%) e Valongo (43%). Em relação aos concelhos com menor taxa de esforço na compra, o top 3 vai para Gondomar (21%), Maia (20%) e Valongo (19%). Já no arrendamento, os três concelhos são Gaia (41%), Maia (39%) e Vila do Conde (36%).