Economia

Salários. Valor médio bruto subiu 3,4% para 1180 euros

Valores referem-se a salários brutos no segundo trimestre, ou seja, antes de impostos. Setor da educação registou a maior subida percentual.

A remuneração bruta mensal média por trabalhador, ou seja, antes de impostos aumentou 3,4% no segundo trimestre do ano face ao mesmo período do ano passado. Os dados foram revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e indicam que o valor passou 1141 euros em junho de 2018 para 1180 euros em junho deste ano. “Esta variação corresponde a uma ligeira aceleração, de 0,1 pontos percentuais, do crescimento observado em março de 2019 (3,3%)”, refere o instituto. 

Também a remuneração bruta regular mensal média por trabalhador – que exclui, entre outras componentes salariais, os subsídios de férias e de Natal e, como tal, apresenta um comportamento menos sazonal – registou um acréscimo homólogo de 3,4%, passando de 923 euros em junho do ano passado para 954 euros em junho de 2019. 

Mas por setores de atividade, a remuneração total variou em junho entre 787 euros nas atividades da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca e 3372 euros nas atividades da eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio. Já a maior variação da remuneração total foi observada nas atividades da educação (6%), seguida da dos transportes e armazenagem (4,8%) e da do alojamento, restauração e similares (4,3%). Por outro lado, os salários das atividades financeiras e de seguros e os da eletricidade gás, vapor, água quente e fria e ar frio - que são os dois setores com as remunerações brutas mais elevadas em Portugal - permaneceram praticamente inalterados (+0,2%).

Evolução desde 2010

O INE analisou ainda a evolução das remunerações e do emprego nos últimos cinco anos e concluiu que, entre o primeiro semestre de 2014 e o primeiro semestre de 2019, a remuneração total aumentou 10,2% em termos nominais e 6,1% em termos reais, passado de 1024 euros para 1128 euros.

No mesmo período, a remuneração regular aumentou 9,9% em termos nominais e 5,8% em termos reais, evoluindo de 867 euros no primeiro semestre de 2014 e 952 euros no primeiro semestre de 2019.

Os setores de atividade que registaram aumentos mais elevados do que no total da economia (simultaneamente na remuneração total e no número de trabalhadores) foram as atividades imobiliárias e o alojamento, restauração e similares, com crescimentos de 48% e 46,1% no pessoal ao serviço, respetivamente. Já os setores de atividade cujas variações da remuneração e do emprego foram ambas inferiores às nacionais foram a eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio, as atividades financeiras e de seguros e, em menor grau, as outras atividades de serviços.

Esta estatística do INE tem como base a informação da declaração mensal de remunerações transmitidas pelas empresas à Segurança Social. Ao todo estão incluídas 396 mil empresas e aproximadamente 3,6 milhões de trabalhadores. Segundo o INE, “a remuneração bruta mensal por trabalhador corresponde ao rácio entre o somatório do volume de remunerações pago pelas empresas e o total de trabalhadores nessas empresas”.