Economia

Montepio responde a trabalhadores

Administração comprometeu-se a apresentar medidas ‘para colmatar algumas deficiências’ e que algumas dessas soluções ‘estão em fase de ultimação para apresentação em breve’.

A Comissão de Trabalhadores (CT) do Banco Montepio está preocupada com os resultados do inquérito interno para avaliar o clima organizacional do banco levado a cabo pela estrutura sindical. Este foi um dos temas discutido com a administração da instituição financeira, numa reunião na segunda-feira, tal como tinha sido avançado pelo SOL. «A CT aproveitou para expressar uma vez mais a sua profunda preocupação relativamente ao clima social interno. O inquérito promovido pela CT e cujos resultados foram entregues aos presidentes veio apenas comprovar o que havíamos transmitido ao longo dos últimos meses», refere num comunicado a que o SOL teve acesso. 

O mesmo documento garante também que a administração do banco «mostrou-se preocupada e ficou o compromisso de apresentar medidas o mais urgentemente possível para colmatar algumas deficiências apontadas» e que algumas dessas soluções «estão em fase de ultimação para apresentação em breve». 

Tal como o SOL avançou, no início do mês, esta iniciativa mobilizou a maioria dos trabalhadores, ao contrário do que acontecia em inquéritos do passado. 

No questionário que foi enviado aos trabalhadores, e a que o SOL teve acesso, foram colocadas várias questões, nomeadamente sobre a liderança do banco. Aos colaboradores é questionado se «o modelo de governo do Banco Montepio permite uma clara definição da estratégia», assim como se «a missão, visão e valores do Banco Montepio são transmitidos de forma clara para toda a estrutura», ou, até mesmo, «se o conselho de administração garante a estabilidade e a visão de futuro para o Banco Montepio».

Mas as perguntas não ficam por aqui. São também abordadas questões relacionadas com a satisfação no trabalho, motivação, comunicação, trabalho em equipa, formação, avaliação de desempenho e oportunidades e avaliação global. Neste último, são feitas perguntas como: «Tendo uma oportunidade no mercado de trabalho, prefiro sair porque o Banco Montepio não me oferece condições para permanecer», «havendo uma oportunidade de trabalho no Banco Montepio, recomendo essa oportunidade a um amigo» ou «se um colega tiver uma oportunidade de trabalho no mercado, procuro convencê-lo a ficar no Banco Montepio».

Nova baixa 

Outro dos temas abordados diz respeito à renúncia de Luís Guimarães ao cargo de vogal não executivo do conselho de administração, assim como ao cargo de presidente da comissão de auditoria. A informação foi avançada, no final da semana passada, pela instituição financeira que, ainda assim, garante que o «conselho de administração, está comprometido e determinado na prossecução do plano de transformação em curso». Fonte oficial do banco garantiu que «a decisão é pessoal e as razões são unicamente do próprio que sai a bem com a instituição financeira». À estrutura sindical foi garantido que «a comissão executiva não acrescenta mais informação, deixando para mais tarde informações adicionais».

Ao que o SOL apurou, esta saída será concretizada a 30 de setembro e está relacionada com a sua discordância em torno deste plano de transformação, assim como pelas práticas governativas da atual administração.