Opiniao

Sporting: o clube do ‘amanhã’ ou clube do passado

Será sempre assim, uma angústia, há sempre esperança. 

O Grande Sporting dos cinco violinos, de João Rocha, de Carlos Lopes, dos irmãos Castro, de Fernando Mamede, entre outros, não pode estar na situação que está. 

Por um lado, temos que recordar o passado grandioso deste clube, que é o meu, porém, não podemos esquecer o presente e o futuro. 

As eleições foram pragmáticas, e, não há união em torno da atual direção do Sporting Clube de Portugal, apesar da vitória incontestável. 

É preciso dar tempo, a quem está na direção, de conseguir expor as suas ideias, a sua ideologia, para tentarmos obter resultados a médio e longo prazo. 

No tempo de José Roquete, queríamos ter uma planificação financeira sustentável, de forma a crescermos sustentadamente, e, assim vivemos até hoje. 

Começámos a lutar de igual para igual, contra os nossos adversários, quando a direção anterior passava para o exterior que o crescimento era sustentável. 

Conseguimos algumas vitórias, mas não o tão ansiado campeonato que nos foge desde 2001. 

Ficámos nas bocas do mundo, com o episódio de Alcochete. Dentro do clube, ainda existem os que se sentem que algo está mal e porventura se identificavam melhor com o passado ou talvez que se identificam com outros modelos de clube como o Real Madrid, Barcelona, Bayern, Borussia Dortmund, Manchester City ou Liverpool. 

Talvez uma das grandes sugestões para esta direção deve pairar sobre o fazer mais do que têm feito até ao presente; demonstrar mais a prática dos atos; ativar parcerias financeiras os quais avocavam possuir aquando das eleições…; perceber que o futebol profissional é a essência de toda a conjuntura do universo leonino; deixar neste momento de se preocupar com salários principescos para a administração da SAD, porque não há dinheiro; optar pelo silêncio, e, mostrar resultados, porque é isso que os sócios querem e pretendem.
 
Mas se a maioria dos adeptos escolheu esta direção, devemos dar espaço a quem está neste momento na liderança do Sporting. O que o Sporting precisa neste momento é de espaço para trabalhar, de mais união e de menos divisão. Sofremos com as derrotas, no entanto estamos vivos, e, vamos continuar, porque o Sporting, em parte somos todos nós. 

A direção atual, não planificou bem a temporada, não podemos nem podemos mudar de estrutura técnica, tática a cada semana. 

Acontece? Sim, mas não podemos estar sempre em fase experimental, precisamos de vitórias, e, urgentemente. 
Uma mensagem a todos os leões, um dia vamos voltar a ser grandes, contudo não podemos, nem devemos votar com o coração, mas sim, com consciência. 

Sporting hoje e sempre. Viva o Sporting!!!