Economia

Santander fecha setembro com 391 milhões positivos

CEO da instituição financeira diz que tudo está preparado para ter ‘o melhor resultado anual de sempre da história do Santander em Portugal’.

O lucro do Santander Totta subiu 1,5% até setembro deste ano para 390,6 milhões de euros. Trata-se de um aumento face aos 385 milhões registados no mesmo período do ano passado. De acordo com o presidente executivo do banco, Pedro Castro e Almeida, estes números «estão em linha» com as previsões que tinham sido feitas. E deixa a garantia: «Está tudo encaminhado para que o banco atinja o melhor resultado anual de sempre da história do Santander em Portugal».

Os recursos de clientes ascenderam a 42,3 mil milhões de euros, um acréscimo homólogo de 5,3%, resultado dos crescimentos de 4,8% em depósitos e de 8,1% em recursos fora de balanço. Já no trimestre, os depósitos aumentaram 0,1%.

Também a contribuir para este resultado estão as comissões, que totalizaram 286,5 milhões até setembro, o que representa um aumento homólogo de 6%. Por sua vez, o crédito a clientes totalizou 40,4 mil milhões de euros, o que representa um decréscimo de 2,4% em termos homólogos, evolução que resulta da gestão das carteiras não produtivas. «Excluindo este fator, a carteira teria ficado praticamente inalterada, em termos homólogos», revelou a instituição financeira.

Já a margem financeira voltou a cair, tal como já tinha acontecido no primeiro semestre, numa altura em que as taxas de juro estão em níveis historicamente baixos. A margem financeira totalizou 644,5 milhões de euros no final de setembro, uma quebra de 1,8%.

As imparidades registaram uma subida significativa de 138%, de 4,2 milhões para 10 milhões de euros em setembro de 2019. Já no que toca às provisões líquidas verificou-se uma recuperação de 26 milhões, superior ao que já havia acontecido no terceiro trimestre de 2018 (20 milhões).

Num ano, a instituição financeira fechou mais de 100 agências em Portugal e saíram cerca de 355 profissionais. No entanto, Pedro Castro e Almeida garante que «a grande parte das saídas têm sido por reforma antecipada».

No final de setembro, o Santander tinha um total de 539 agências e centros para o segmento de empresas no país, de acordo com os números divulgados quinta-feira, 31 de outubro – o que significa que se deu o encerramento de 118 balcões, face aos 657 que existiam em setembro de 2018.

O rácio de common equity tier 1 subiu de 12,9% em setembro de 2018 para 16,7% em setembro deste ano, acima dos requisitos mínimos exigidos pelo Banco Central Europeu (BCE).

Outra novidade diz respeito à transformação da sede na Rua do Ouro em museu. A abertura está prevista para 14 de dezembro.