Internacional

Governo de Johnson não garante continuidade do programa Erasmus depois de saída da UE

A decisão rapidamente se tornou um dos tópicos de discussão nas redes sociais, com centenas de jovens a criticar a decisão dos deputados e a lamentar o possível fim do programa no Reino Unido, realizado por milhares de jovens anualmente.

Na passada quarta-feira, os deputados britânicos que estão a votar as prioridades na negociação no acordo do Brexit rejeitaram uma cláusula que obrigaria o Reino Unido a continuar inserido no programa Erasmus, mesmo depois da saída do país da União Europeia, com 344 votos contra 254.  

A decisão rapidamente se tornou um dos tópicos de discussão nas redes sociais, com centenas de jovens a criticar a decisão dos deputados e a lamentar o possível fim do programa no Reino Unido, realizado por milhares de jovens anualmente.

A cláusula que previa a continuidade do programa Erasmus no pós-Brexit foi levada a votação pelos Liberais Democratas que lamentaram a decisão dos deputados. “Desculpem jovens, estudantes que queriam passar algum tempo na Europa, viajar e aprender. O vosso governo removeu essa hipótese. Estão presos na ilha. Parte-me o coração saber que um dos primeiros passos do novo governo foi rejeitar o pedido para negociar a participação no programa Erasmus", escreveu, no Twitter, Caroline Voaden, deputada dos Liberais Democratas no Parlamento Europeu. 

O governo britânico já veio a público garantir que esta votação não irá alterar as futuras relações académicas entre o Reino Unido e a União Europeia. "O voto não muda isso", garantiu um representante do departamento de Educação, citado pelo jornal The Guardian. “O governo está comprometido em continuar o relacionamento académico entre o Reino Unido e a UE, inclusive através do próximo programa Erasmus +, se for do nosso interesse fazê-lo. A votação da noite passada não muda isso", afirma.