Cultura

Universal rende-se ao cinema em casa

Até agora, os estúdios davam uma exclusividade aos cinemas de cerca de 90 dias, e só depois vendiam as películas aos canais televisivos ou de streaming.

 

Os tempos que correm trazem desafios e pedem novas medidas e o cinema não foge à regra. Com os espectadores cada vez mais longe das salas de cinema, seja por motivos de quarenta obrigatória ou voluntária, os estúdios da Universal anunciaram ontem que, a partir de agora, vão estrear as novas produções nas salas e na televisão em simultâneo. 

Até agora, os estúdios davam uma exclusividade aos cinemas de cerca de 90 dias, e só depois vendiam as películas aos canais televisivos ou de streaming. A tradição, que tem vigorado desde o início da história dos estúdios, foi agora quebrada pela pandemia de Covid-19. “Esperamos que as pessoas continuem a ir aos cinemas abertos, mas percebemos que para os pessoas em diferentes áreas do mundo isso foi-se tornando numa possibilidade cada vez menos exequível”, afirmou Jeff Shell, diretor executivo da NBCUniversal.

Por agora, a Universal é o único estúdio a dar este passo que vai fazer a indústria, como nota o New York Times, aproximar-se cada vez mais - e ainda que a contragosto - de um modelo ao estilo Netflix.  “The Hunt - A Caçada” (o filme com Hilary Swank e Emma Roberts que Trump tinha criticado e cuja estreia, prevista para setembro do ano passado, foi adiada após os tiroteios nos EUA); “O Homem Invisível” e “Emma”, uma adaptação de Autumn de Wilde
da obra de Jane Austen, são as três primeiras películas a ficar à mercê de um comando televisivo. 

Os filmes ficarão disponíveis perante o sistema pay-per-view, a partir da próxima sexta-feira, através de plataformas como o  iTunes and Amazon Prime Video. E 48 horas de aluguer dos filmes que forem sendo disponibilizados vai custar 20 dólares.