Politica

Bloco considera que pacote anunciado pelo Governo é "insuficiente"

Mariana Mortágua defendeu que era necessário alargar medidas de financiamento do Estado com a criação de subsídios que apoiem a produção nacional.

Mariana Mortágua considerou, esta quarta-feira, que as medidas anunciadas esta manhã por Mário Centeno e Pedro Siza Vieira “são insuficientes face a outros países”. O pacote no valor de 9 mil milhões de euros apresentado pelos ministros das Finanças e da Economia, e que não chega “a 5% do PIB”, não é suficiente, na opinião do Bloco de Esquerda, que deu o exemplo da Alemanha, onde as medidas apresentadas correspondem a 15% do PIB.

A deputada do Bloco de Esquerda defendeu ainda que era necessário alagar as medidas de financiamento do Estado, não se referindo a linhas de crédito, mas sim “subsídios que apoiem a produção nacional” e que consigam garantir que as empresas são apoiadas não só neste momento, “mas também no momento de crise”. “São necessárias todas as medidas que contenham a propagação do vírus, mas também é preciso compreender que é necessário proteger o emprego e a produção nacional”, defendeu a bloquista ao longo do seu discurso.

A deputada afirmou que era necessário proibir despedimentos, que, “neste momento”, já existem. Para além de defender esta proibição e um pacote governamental “mais robusto”, a deputada afirmou ainda que havia a necessidade de reforçar os serviços públicos, tanto agora como mais tarde, como é o caso do Serviço Nacional de Saúde, que tem vindo a adiar operações, por exemplo.

A defesa de empresas estratégicas é também fundamental, na opinião do Bloco de Esquerda, de forma a que não possam ser vendidas a “preço de saldo”, como a bloquista afirmou já estar a acontecer em Espanha.

Quanto à aprovação de um Orçamento Retificativo, o BE mostrou-se totalmente cooperante, lembrando que “é o emprego que vai permitir ter crescimento económico no futuro”. “Já aprendemos o suficiente sobre crises para saber o que é importante, e o que é importante é proteger o trabalho e subsistência das pessoas”.