Economia

Hotelaria aplaude decisão da UEFA

AHP acredita que sejam vendidas milhares de noites e fala em “balão de oxigénio”.

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) aplaudiu o anúncio da UEFA em relação à realização da “Final 8” da Liga dos Campeões na capital portuguesa. Para a associação não há dúvidas: “a realização deste evento, especialmente pelo momento em que nos encontramos, é muito importante para a promoção e posicionamento de Portugal, como destino turístico e como país seguro, apto a acolher grandes eventos”, acrescentando que, “mais uma vez, Lisboa mostra, agora em tempos de adversidade, que está preparada para receber, em segurança e grande organização, eventos que mobilizam milhares de participantes”.

Além do impacto na imagem e promoção de Portugal e de Lisboa, a AHP acredita que a “final 8” terá também impacto económico relevante. “Mesmo não contando com os adeptos, entre equipas, patrocinadores e jornalistas estima-se que sejam vendidas milhares de noites na Hotelaria da área metropolitana de Lisboa”.

Para Raul Martins, presidente da associação, “esta pode ser uma grande oportunidade de ter milhões de europeus com a sua atenção concentrada em Lisboa e em Portugal. É também um importante sinal de confiança que as organizações internacionais depositam em Portugal, nas nossas instituições, nas nossas empresas e nos portugueses. É por isso um bom tiro de partida para o turismo e para a retoma da hotelaria nas cidades”. Ainda assim, o responsável admite que o impacto direto na hotelaria  ficará muito aquém do que ocorreu em 2014 – em que a taxa de ocupação em Lisboa foi de cerca de 99% e o preço médio foi superior a 200 euros – por várias razões: “não pelas circunstâncias que conhecemos, mas também porque a oferta de alojamento cresceu muito”.

Desta forma, o presidente da AHP acredita que o impacto deste evento não vai chegar a todos os hotéis. No entanto, lembra que, “mais do que o impacto direto na hotelaria, que já é positivo, em todo o caso, pelo número de noites vendidas e consumo, deve ter-se em atenção que o facto de ocorrer durante 15 dias em agosto é em si mesmo uma boa oportunidade”, considerando mesmo ser “um balão de oxigénio” para o setor.