Sociedade

Programa Estou Aqui! Está de regresso

O programa Estou Aqui! está de volta, ainda que atrasado devido à pandemia de covid-19. Iniciativa da PSP conta com apoio da Altice e já impactou 408 mil crianças.

O Programa Estou Aqui! Está de regresso. A iniciativa nasceu pelas mãos da PSP, mas ao longo dos anos foi juntando uma série de parceiros –  Fundação Altice, MEO, Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna, Rádio Comercial, Missing Children Europe e do Instituto de Apoio à Criança – para desenvolver o projeto em dois segmentos: crianças e adultos.

A Fundação Altice está envolvida no programa desde a sua primeira edição, em 2012, e é também parceira da versão Estou Aqui! Adultos. Mais tarde, foi a vez da MEO se juntar, em 2014, na sua 3.ª edição. Desde aí, tem acompanhado o programa através dos segmentos MEO e MEO Kids.

O Programa Estou Aqui! Crianças – projeto pioneiro em Portugal – assinala este ano a sua 9.ª edição e tem como objetivo agilizar o contacto com os pais ou educadores no caso das crianças se perderem. Como funciona? Cada criança tem uma pulseira, onde está embutido um código alfanumérico único e intransmissível. É através desse código que a linha de emergência europeia (112) consegue identificar a criança e os respetivos contactos de pais/educadores que estão associados ao número da pulseira. 

As inscrições para o ano letivo de 2020/2021 abriram a 24 de junho – com o levantamento de pulseiras  – e terminam no início da próxima edição. Até ao momento, 408 mil crianças foram impactadas pelo programa e só na última edição contou com 77 mil, um aumento face aos 68 mil registadas no ano anterior. 

Nuno Carocha, diretor do gabinete de imprensa e RP da PSP explica que, com o atual contexto da saúde pública, a edição de 2019/2020 do programa foi prolongada até 15 de julho. Desta forma, a informação associada às pulseiras distribuídas no ano anterior, continuará válida e acessível para a resolução de uma ocorrência de desaparecimento da criança.

Já foram distribuídas e ativadas mais de 375 mil pulseiras nestes oito anos de programa e Nuno Carocha não tem dúvidas: «Esta iniciativa constitui, claramente, um projeto bandeira da Polícia de Segurança Pública, pois alia alguns dos nossos traços institucionais mais marcantes».

E explica: «Por um lado, simplicidade – sem dispositivos high tech, com um simples código alfanumérico e um backoffice de última geração, conseguimos implementar um projeto de relevante valor acrescentado no sentimento de segurança das famílias. Por outro, eficácia – o desenho do processo de trabalho e do fluxo de informação garantem, desde logo, a salvaguarda da informação de cada família, que só é utilizada se e for necessário e no contexto do Estou Aqui». 

E as vantagens não ficam por aqui. De acordo com o responsável, este programa tem demonstrado que a PSP «dispõe da informação necessária a solucionar, algumas vezes em poucos minutos, situações de desaparecimento temporário de crianças em locais de grande lotação (praias, eventos culturais, feiras e outros) que, de outra forma, iriam requerer bastante mais tempo (e preocupação) para a  sua resolução».

Nuno Carocha diz também que a empatia não é descurada «desde logo alicerçada na deslocação à esquadra da PSP por um motivo positivo e desejado: o levantamento da pulseira, a sua ativação e colocação no pulso da criança.

Depois, e sempre que necessário pelo acionamento da pulseira, pela chegada da PSP ao local onde se encontra a criança perdida e sinalizada», chamando a atenção para «o consequente alívio de todos pela rápida e bem-aventurada resolução da situação».

Os testemunhos de quem já aderiu ao programa são positivos: «Foram um descanso durante o período de férias. Sendo mãe de dois rapazes muito energéticos, sabia que se os perdesse de vista a minha primeira reação seria sempre contactar a esquadra indicando o número das mesmas. Felizmente, nunca precisei de as ativar, mas só de saber que os meus filhos as usavam, tive umas férias descansadas», diz Ana, mãe de dois rapazes.
As pulseiras podem ser pedidas a título individual (pais e encarregados de educação) ou por grupos (escolas, campos de férias, ATL, etc.).
 
MEO Kids Camp

Este projeto iniciado em 2014 vai agora para a 7.ª edição, que decorrerá entre julho e agosto de 2020 (fins de semana por definir) sob o tema ‘acampamento índio’. O programa consiste num pequeno roadshow que já passou por mais de 80 jardins/vilas/praias por todo o país com o intuito de proporcionar aos mais novos (entre 5-15 anos) e em família momentos de diversão e brincadeira, ao mesmo tempo que divulga o programa Estou Aqui! e que sensibiliza para outros comportamentos de risco.

A ideia passa por incutir a ligação com a natureza e com a sustentabilidade, proporcionando momentos divertidos ao ar livre (através de espaços com jogos e brincadeiras) e levando consigo outros parceiros relevantes (Ex. amostras de protetor solar - preocupação com os cuidados a ter com o sol, etc.).

A PSP também participa nesta atividade, havendo a possibilidade de as escolas/pais/educadores se inscreverem no Estou Aqui! e levantarem as pulseiras do programa in loco. Este ano, esta será a única ativação a realizar no âmbito do Programa Estou Aqui!.

Programa Estou Aqui! Adultos

Existe ainda uma versão do Programa Estou Aqui! dedicada ao segmento sénior e dirigida a pessoas que, em função da idade ou de alguma patologia, possam ficar desorientadas ou inconscientes, ainda que momentaneamente, na via pública. Esta versão do Programa conta com o apoio da Fundação Altice. 
O programa foi pensado para proteger e dar apoio a quaisquer adultos que possam vir a ser encontrados na via pública em estado de especial vulnerabilidade, permitindo a sua correta identificação e o contacto célere com um familiar. O primeiro contacto é muitas vezes crítico e a urgência com que a pessoa é identificada, pode fazer toda a diferença, sendo dever da polícia procurar todas as alternativas para que esse processo seja rápido, simples e seguro.