Sociedade

DGS admite encerramento de escolas mas "só em situações muito extraordinárias"

As autoridades de saúde vão "tentar ser cirúrgicas no procedimento", afirmou Graça Freitas. Só com grande circulação de casos infetados dentro de uma escola e com uma propagação comunitária intensa é que se vai ponderar o encerramento.

A conferência de imprensa das autoridades de saúde, esta sexta-feira, ficou marcada pelo tema do regresso às aulas. A diretora geral da Saúde foi questionada acerca das condições que ditariam o encerramento de uma escola.

Embora tenha admitido o encerramento de escolas, Graça Freitas sublinhou que tal só acontecerá em “situações muito extraordinárias”, pois tem um impacto "muito grande na vida de muita gente".

"A intenção é que encerrar na totalidade uma escola seja uma exceção. Há mecanismos que vão ser adotados e estão previstos para que essa escola possa ser encerrada", disse a responsável.

"Só em situações muito extraordinárias, com grande circulação de casos infetados dentro de uma escola e com uma propagação comunitária intensa é que é de ponderar o encerramento da escola", afirmou.

As autoridades de saúde vão "tentar ser cirúrgicas no procedimento", o objetivo, segundo Graça Freitas, é avaliar as circunstâncias do contágio, mas também a forma como a escola está organizada. "É completamente diferente uma escola que esteja organizada por bolhas ou setores que não comunicam entre si, e portanto um caso suspeito dá origem a poucos casos secundários. Um caso numa escola, ou quatro, que vivam mais ou menos isolados, não tem o mesmo significado que três ou quatro casos que comuniquem muito com outras pessoas, que passem de sala para sala", explicou.

Já ministra da Saúde, confrontada com as preocupações dos proprietários de estabelecimentos comerciais próximos de escolas, sublinhou a importância "de responsabilidade individual e coletiva".

"Compreendo as preocupações que todos possam ter com comportamentos menos adequados no que diz respeito às regras, mas também sei que podemos contar com a sociedade civil para alertar os mais novos, a comunidade escolar e os encarregados de educação, quando aquelas não forem respeitadas", afirmou, lembrando que "há mecanismos, como a Escola Segura e a intervenção das forças de segurança, que permitem ajudar a controlar essas situações".

“Estamos mais bem preparados para dar uma resposta neste contexto, em termos de recursos, de métodos de trabalho, em termos de conhecimentos, mas até à vacina e ao tratamento eficaz há um risco real”, sublinhou a governante. A única forma de “achatar a curva” e reduzir o número de novos casos é através do “esforço individual de cada um”, acrescentou.

A ministra revelou ainda os dados sobre a aplicação de rastreio do coronavírus StayAway Covid, que já foi foi descarregada cerca de 780 mil vezes, tendo sido efetuadas 34 chamadas paras a SNS24 através desta plataforma.