Internacional

Pedófilo foi estrangulado até à morte por colega de prisão que queria "cozinhar" partes do seu corpo

O homem assassinado tinha sido condenado a prisão perpétua em 2016 por um número indefinido de crimes contra crianças com idades entre os seis meses e os 12 anos.

Fritzgerald
Huckle

Um prisioneiro é acusado de estrangular até à morte um pedófilo, na HM Prison Full Sutton, em East Yorkshire, Inglaterra.

De acordo com a acusação ouvida em tribunal, Paul Fitzgerald, de 20 anos, estrangulou Richard Huckle com um cabo elétrico e furou o seu cérebro com uma caneta. Depois do crime, cometido em outubro do ano passado, o homem terá dito que queria cozinhar partes do corpo do colega de prisão e que se estava a “divertir muito”. Fitzgerald é acusado de assassinar Huckle num ataque “prolongado” com o objetivo de “humilhá-lo e degradá-lo”. O arguido nega o crime.

Segundo a imprensa britânica, em tribunal, o procurador Alistair Neil MacDonald QC destacou que o crime foi “uma forma de punição” pelos crime cometidos por Huckle, um pedófilo condenado.

O procurador argumentou ainda que o ataque foi "cuidadosamente planeado”.

Fitzgerald foi encontrado na cela de Huckle por outro recluso e estava “em cima da vítima”, que estava no chão, rodeada de uma poça de sangue. Os guardas prisionais foram alertados e encontraram o homem amordaçado, com os pés e as mãos amarradas e com uma ligadura à volta do pescoço, enquanto Fitzgerald lhe sussurrava ao ouvido.

O arguido terá dito à pessoa que dirigia a equipa de saúde mental que "assassinou o Sr. Huckle a sangue frio" e que gostaria de ter cozinhado pedaços de seu corpo.
 
"Ele disse que gostou do que estava a fazer ao corpo do Sr. Huckle e que teria matado mais dois ou três reclusos”, disse o procurador. "O motivo pelo qual não matou mais colegas foi porque estava a divertir-se muito com o Sr. Huckle", acrescentou.

Huckle tinha sido condenado a prisão perpétua em 2016 por um número indefinido de crimes contras crianças com idades entre os seis meses e os 12 anos. O homem, que era fotógrafo, tinha como alvo jovens vulneráveis, enquanto trabalhava como voluntário em orfanatos na Malásia.

O julgamento irá continuar.